Foto: Harald Krichel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Ed Sheeran meteu a colher em uma polêmica que virou o assunto do momento — e o preço foi alto. De acordo com o G1, o cantor perdeu nada menos que 365 mil seguidores após expulsar Macklemore, seu rapper de abertura, da turnê “Loop” — tudo por causa de um discurso pró-Palestina que o rapper fez no palco.
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Tudo começou no dia 4 de setembro no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). Durante um show, Macklemore, que é amigo próximo de Ed, levantou a voz pedindo “Palestina Livre” e deixou claro que desejava que os moradores de Gaza e da Cisjordânia se sentissem lembrados. A mensagem parecia inocente o suficiente — mas a reação foi brutal.
A petição que mudou tudo
O Conselho Israelense-Americano abriu uma petição pedindo a saída de Macklemore da turnê. E funcionou. A Messina Touring Group, promotora responsável pela etapa americana, comunicou a Ed que vários locais dos próximos shows cancelariam as apresentações caso o rapper continuasse participando. Macklemore estava escalado para abrir oito dos dez shows restantes nos EUA.

Segundo o Portal LeoDias, Ed Sheeran se defendeu publicamente afirmando que a decisão não partiu dele — foi pressão dos locais. “Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi Robert Kraft”, explicou o artista britânico, referindo-se ao dono do New England Patriots.
O boicote ganhou força e tomou conta das redes
Mas Ed não contava com a reação em cascata que viria a seguir. Logo depois de Macklemore ser tirado da turnê, outros artistas de abertura decidiram sair em solidariedade: Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram que não iriam mais abrir os shows. Com um comunicado só, Ed Sheeran perdeu todos os seus artistas de abertura — uma série que estava marcada até 11 de dezembro.

Inclusive, Finneas faria a abertura dos shows de Ed que aconteceriam em São Paulo no Nubank Parque nos dias 5 e 6 de dezembro. Beoga fazia parte do show, tocando músicas de influência irlandesa ao lado de Sheeran. Tudo desapareceu.
Nas redes sociais, a coisa ficou ainda mais quente. O ator espanhol Javier Bardem postou pedindo boicote a Ed. O assunto virou tendência no X (antigo Twitter), com fãs e artistas criticando a postura do britânico como “apolítica”. A classe artística não deixou barato — todos os que saíram enfatizaram apoio à causa palestina e questionaram a censura ao discurso de Macklemore.
Os números não mentem
Enquanto isso, o Instagram de Ed Sheeran sofria a consequência: segundo o Social Blade, ele perdeu 365 mil seguidores. Não são 300 mil redondos — são 365 mil pessoas clicando no botão “deixar de seguir”. Atualmente, o cantor ainda tem mais de 47 milhões de seguidores, mas a queda foi tão significativa que chamou atenção do mundo.
O detalhe? Macklemore foi bem claro em um comunicado seu: “Eu não sou uma vítima”, escreveu o rapper no Instagram, explicando sua saída com dignidade enquanto Ed enfrentava uma crise de reputação que ninguém esperava.
O que Macklemore disse no segundo show
Segundo o Portal LeoDias, o rapper não parou após o primeiro discurso. Na segunda noite de apresentações, Macklemore voltou a falar sobre o tema: “A todos os meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid e opor-se ao genocídio não é, de forma alguma, uma crítica a vocês”. A mensagem deixou ainda mais claro que sua manifestação era sobre política, não sobre religião.

Por que Ed realmente concordou com a pressão
Mas Ed deixou claro: a decisão dos locais e do produtor foi final.
Finneas e os shows de São Paulo
Finneas havia sido anunciado como ato de abertura para os shows de Ed Sheeran em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro no Nubank Parque. Com sua saída em solidariedade a Macklemore, segundo o Portal LeoDias, até o momento não há confirmação de quem o substituirá.
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