Categoria: Pets

  • Canetas emagrecedoras para cães e gatos: a revolução veterinária que ainda não chegou ao consultório

    O medicamento que promete revolucionar o tratamento de pets obesos

    Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” — agonistas GLP-1 — viraram sinônimo de perda de peso na Medicina Humana. Agora, veterinários começam a explorar o potencial dessas injeções para tratar cães e gatos obesos e diabéticos. Mas será que essa realidade já chegou aos consultórios brasileiros?

    Como funciona o GLP-1 e por que gatos são o foco principal

    O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo trato gastrointestinal que aumenta a secreção de insulina, suprime o glucagon e retarda o esvaziamento gástrico — em outras palavras: induz saciedade. Esse mecanismo é particularmente interessante para gatos porque a obesidade crônica é um dos principais gatilhos para o diabetes felina, desenvolvendo-se através de resistência insulínica.

    A prevalência impressiona: estudos mostram que entre 20% e 40% dos gatos nos Estados Unidos e Inglaterra sofrem com obesidade, enquanto no Brasil esse número chega a 36%. Esses dados reforçam por que inovações no manejo da obesidade felina são tão urgentes.

    Gatos diabéticos: chance real de remissão

    O que torna os agonistas GLP-1 particularmente promissores em gatos diabéticos é a possibilidade de reduzir a dose de insulina necessária para manter os níveis de glicemia normais. Isso acontece porque o medicamento estimula as células beta pancreáticas a produzirem mais insulina quando a glicemia sobe — preservando essas células ao mesmo tempo.

    Há ainda uma perspectiva mais ambiciosa: devido à forma como a diabetes se desenvolve em gatos (por resistência insulínica e não por deficiência absoluta de insulina), existe maior chance de remissão diabética e manutenção dessa remissão, combinando perda de peso com estímulo da produção natural de insulina.

    Os efeitos colaterais que preocupam veterinários

    Mas nem tudo são flores. Gatos diabéticos que usam GLP-1 podem apresentar inapetência, vômito e perda de peso não intencional — efeitos que causam preocupação real. Em animais já doentes, essas reações podem piorar o quadro clínico ou desencadear emergências como a lipidose hepática felina, uma condição grave ligada a perda de peso abrupta e acentuada.

    Cães: diabetes diferente, resultados promissores mas incertos

    Em cães, a diabetes é mais semelhante ao tipo 1 humano — deficiência absoluta ou relativa de insulina — o que torna o tratamento diferente. Estudos com liraglutida (um tipo de GLP-1) em cães diabéticos mostraram que, quando combinada com insulina, a medicação promove menores concentrações glicêmicas comparado ao uso isolado de insulina.

    Para cães obesos, os primeiros ensaios também trazem esperança: a liraglutida reduziu apetite, escore de condição corporal e concentrações séricas de colesterol e triglicérides em cães idosos obesos. Porém, a perda de peso observada não alcançou significância estatística.

    O grande problema: nenhuma padronização oficial

    Aqui está o detalhe chocante que ninguém esperava: as doses e intervalos de administração dos agonistas GLP-1 ainda não são padronizados na Medicina Veterinária. Para gatos, as recomendações variam entre diferentes princípios ativos (exenatida e liraglutida), com protocolos que vão desde aplicações diárias até mensais.

    Em cães, a incerteza é ainda maior. Os estudos disponíveis são escassos e utilizaram esquemas diferentes: alguns ajustaram doses de acordo com peso corporal, outros usaram dose fixa. Essa falta de padronização é um sinal de alerta.

    A realidade oficial: ainda não é rotina veterinária

    Em março de 2026, uma nota técnica conjunta do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) trouxe um balde de água fria na questão.

    Segundo os órgãos, apesar de já existirem relatos de prescrição por médicos-veterinários, o uso de agonistas GLP-1 na prática veterinária permanece “inabitual” e não há “indicações formais aprovadas para uso veterinário”. Os estudos de segurança disponíveis ainda são incipientes e restritos ao ambiente de pesquisa.

    Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

    Fonte: caesegatos.com.br

  • Alimentos úmidos coadjuvantes para cães e gatos: a revolução terapêutica que veterinários recomendam

    A nutrição como pilar do tratamento veterinário

    A terapia nutricional é um dos pilares fundamentais no manejo de cães e gatos enfermos, e a ciência já comprovou isso. Um estudo clássico de Roudebush et al. (2009) avaliou diferentes intervenções no tratamento de gatos com Doença Renal Crônica (DRC), e os resultados foram reveladores: entre todas as terapias analisadas, a dieta coadjuvante renal apresentou as evidências científicas mais robustas, sendo a única recomendada rotineiramente para o manejo dessa enfermidade.

    Nesse cenário, os alimentos úmidos coadjuvantes emergiram como uma ferramenta poderosa, combinando suporte nutricional específico para diferentes enfermidades com benefícios únicos que transformam o manejo clínico dos pacientes.

    Por que os animais comem melhor com alimentos úmidos?

    Os alimentos úmidos apresentam um perfil sensorial completamente diferenciado: textura macia, alto teor de umidade e maior liberação de compostos aromáticos. Esses fatores favorecem o consumo espontâneo do alimento, especialmente crucial para animais com disorexia — aqueles que perdem o apetite por estarem críticos, renais ou idosos.

    A prescrição de uma dieta coadjuvante úmida pode fazer a diferença no aporte nutricional e na continuidade do tratamento. Um estudo de Brunetto et al. (2010) comprovou isso ao demonstrar que pacientes críticos que receberam suporte energético adequado apresentaram melhores desfechos clínicos em comparação àqueles que não receberam esse aporte.

    Hidratação: o detalhe que muitos ignoram nos felinos

    Aqui vem um detalhe chocante que todo tutor de gato deveria conhecer: o alto teor de umidade dos alimentos úmidos favorece maior ingestão hídrica, volume urinário e diluição da urina. E por que isso é tão importante nos gatos?

    Porque os gatos, diferentemente dos cães, não aumentam espontaneamente a ingestão de água para compensar o menor aporte hídrico de uma dieta seca. Uma alimentação exclusivamente úmida pode aumentar significativamente a ingestão hídrica e favorecer a diluição urinária, sendo absolutamente relevante no tratamento e na prevenção das urolitíases em felinos, conforme demonstrado recentemente por Tozato et al. (2024).

    Emagrecimento mais rápido: a arma secreta contra a obesidade

    Os responsáveis por animais obesos vão se surpreender com isso: as apresentações úmidas dos alimentos coadjuvantes para obesidade podem revolucionar os programas de emagrecimento. Por quê? Porque apresentam menor densidade energética em comparação à versão seca, permitindo oferecer maior quantidade de alimento para uma mesma ingestão calórica.

    Isso significa mais volume no prato, mais saciedade para o seu cão ou gato, e maior flexibilidade no manejo nutricional — fatores que podem favorecer significativamente a adesão ao plano alimentar. Um estudo conduzido pela USP com os alimentos secos e úmidos de Fórmula Natural Vet Care Obesidade Cães revelou resultados impressionantes.

    Quando foi instituído o mix feeding na proporção 80:20 (seco:úmido), o tempo necessário para que os cães atingissem o Escore de Condição Corporal (ECC) ideal foi reduzido em incríveis 2,18 meses em comparação aos alimentados exclusivamente com a versão seca do alimento. Quase dois meses de diferença!

    Uma ferramenta completa para a saúde do seu pet

    Os alimentos coadjuvantes úmidos combinam suporte nutricional específico para diferentes enfermidades aos benefícios próprios dessa apresentação, tornando-se uma ferramenta indispensável para individualizar o manejo nutricional e favorecer a adesão ao tratamento.

    Essas apresentações podem ser fornecidas de maneira exclusiva, misturadas ao alimento coadjuvante seco de mesma indicação ou oferecidas como petisco, adaptando-se perfeitamente às necessidades e preferências de cada paciente.

    Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

    Fonte: caesegatos.com.br

  • Crise financeira leva mais de metade dos donos a abandonar cuidados essenciais com pets no Brasil

    A realidade que choca: 56% dos brasileiros deixam de cuidar de seus animais por falta de dinheiro

    Um levantamento nacional do Instituto Locomotiva, encomendado pelo Instituto Caramelo, revelou um cenário preocupante: 56% dos responsáveis por pets já deixaram de realizar algum cuidado essencial com seus animais por questão financeira. Ainda mais alarmante, 14% dizem que isso acontece várias vezes. Nas classes sociais C, D e E, o percentual dispara para 62%, expondo a desigualdade que atinge os lares mais vulneráveis.

    O aperto no orçamento é generalizado. Para 90% dos brasileiros entrevistados, os custos para manter um animal estão significativamente mais caros. Entre quem já possui pet, 42% já enfrentaram dificuldades financeiras diretas por causa dessas despesas — número que sobe para 47% na população de menor renda.

    O abandono cresce quando a carteira não acompanha os gastos

    A pressão financeira não afeta apenas o bem-estar imediato dos animais: ela alimenta diretamente a crise de abandono no país. Quase metade dos brasileiros (48%) aponta dificuldades financeiras entre os principais fatores que levam ao abandono de pets. Um dado ainda mais perturbador: 72% dos entrevistados concordam que o custo elevado é uma das principais razões para essa tragédia.

    Mais pessoal ainda, 38% dizem conhecer alguém que abandonou ou entregou um animal por não conseguir manter as despesas. Essa proximidade com o problema evidencia o quão comum se tornou essa situação nos lares brasileiros.

    Instituto Caramelo trabalha na linha de frente da crise

    Diante dessa realidade, o Instituto Caramelo segue em ritmo acelerado de resgates e reabilitação. Em 2025, a organização realizou 342 resgates e viabilizou 315 adoções, além de promover mais de 11 mil castrações (procedimentos internos, externos e campanhas). De janeiro a julho de 2026, os números continuam altos: 185 resgates, 186 adoções e 5,7 mil castrações.

    “Quando uma família deixa de cuidar do seu pet por não conseguir pagar, o problema deixa de ser só financeiro e também passa a ser de bem-estar animal. E, no limite, isso contribui para o abandono. Precisamos de ampliação da oferta de castração e atendimento veterinário para que cuidar de um bichinho não se torne inviável para muitos”, afirma Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.

    Amor pelos pets contrasta com realidade econômica

    Curiosamente, a pesquisa revela um Brasil profundamente conectado aos animais de estimação: sete em cada dez pessoas têm hoje um pet. Desse total, 42% possuem um, 31% têm dois, 12% têm três e 15% têm quatro ou mais. Cães estão presentes em 76% dos lares, enquanto gatos ocupam 51%.

    Essa presença se reflete na percepção sobre qualidade de vida: 91% dos entrevistados concordam que ter um animal de estimação traz benefícios reais para a saúde mental. Mesmo entre quem não possui pets atualmente, o desejo persiste: 58% dos três em cada dez brasileiros sem animais gostariam de ter um.

    Barreiras para a adoção: espaço, tempo e, claro, dinheiro

    Entre os que não têm pets, as principais barreiras são espaço insuficiente em casa (37%), falta de tempo para cuidar (37%) e o temido custo elevado, incluindo alimentação e despesas veterinárias (29%). O fator financeiro, portanto, não afeta apenas quem já tem animal — ele também afasta potenciais adotantes.

    Apesar dos desafios econômicos, a pesquisa traz uma visão positiva sobre adoção: 85% dos brasileiros concordam que adotar é mais correto do que comprar um animal. Reflexo disso, 74% têm ou já tiveram na vida um pet adotado. Entre os responsáveis atuais, 28% resgataram o animal após abandono, 19% adotaram em campanhas de rua e 13% por meio de redes sociais. Mas a forma mais comum segue sendo através de amigos ou parentes: 47%.

    A castração ainda é um desafio para milhões de donos

    Outro desafio estrutural emerge na pesquisa: apenas 53% contam ter castrado todos os seus pets. Outros 17% castraram apenas parte deles, enquanto 30% não castraram nenhum — um dado que alimenta diretamente a superpopulação de animais abandonados.

    ONGs carregam sozinhas um peso que deveria ser coletivo

    A percepção dos brasileiros sobre quem sustenta a proteção animal também é reveladora. 63% apontam as ONGs como um dos grupos que mais contribuem para a causa, seguidas pelos protetores independentes (50%). Em contraste marcante, prefeituras e órgãos públicos são lembrados por apenas 25% dos entrevistados.

    Essa desproporção preocupa especialistas. “As ONGs e os protetores independentes têm um papel fundamental, mas não podem ser a única resposta para um problema dessa dimensão. Quem atua na ponta vê diariamente uma demanda bem maior do que a capacidade de atendimento das ONGs. Precisamos de políticas públicas permanentes de castração, atendimento veterinário, prevenção ao abandono e educação para a guarda responsável”, alerta Yohanna Perlman.

    Por fim, 86% dos entrevistados defendem que o poder público invista mais na causa — um sinal claro de que os brasileiros reconhecem a urgência de políticas públicas efetivas para o bem-estar animal.

    Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

    Fonte: caesegatos.com.br

  • Coração em Alerta: Doenças Cardíacas Silenciosas em Cães e Gatos — Saiba Como Não Deixar Passar

    Coração em Alerta: Doenças Cardíacas Silenciosas em Cães e Gatos — Saiba Como Não Deixar Passar

    Setembro é mês de reforçar a atenção: seus cães e gatos correm risco silencioso de desenvolver doenças cardiovasculares que você pode não estar vendo. A revelação chocante? Os sinais podem passar completamente despercebidos até ficar tarde demais — e é por isso que especialistas alertam para a importância do acompanhamento veterinário periódico.

    O Perigo Invisível do Coração do Seu Pet

    Assim como acontece com os seres humanos, cães e gatos também podem desenvolver doenças cardiovasculares. E aqui está o detalhe que ninguém esperava: diferentemente do que muitos responsáveis acreditam, os sinais clínicos dessas enfermidades podem ser completamente silenciosos.

    Existem fatores que aumentam o risco — predisposição genética, raça e idade são elementos decisivos na possibilidade de seu pet desenvolver uma cardiopatia. Isso significa que alguns animais estão mais vulneráveis que outros, mas nenhum está realmente seguro.

    Por Que o Diagnóstico Precoce Pode Salvar Vidas

    A necessidade de acompanhamento veterinário periódico ganha relevância especial quando os pets entram na fase sênior. É neste ponto que as doenças cardiovasculares tendem a se manifestar com mais frequência — e é também quando a detecção precoce pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte.

    O tema é tão importante que profissionais especializados em cardiologia veterinária dedicam suas carreiras a alertar proprietários sobre essa realidade silenciosa.

    Especialista Revela Detalhes Sobre as Cardiomiopatias Mais Comuns

    Para aprofundar neste assunto crítico, o site caesegatos.com.br conversou em exclusividade com Kaleizu T. Rosa, um dos maiores especialistas em cardiologia veterinária do Brasil. Suas credenciais impressionam: médico-veterinário com mestrado em Fisiopatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), doutor em Ciências com especialização em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor), master coach pela International Association of Coaching e diretor do Instituto Kaleizu Treinamentos em Medicina Veterinária.

    Leia o Artigo Completo e Gratuito

    Se você quer conhecer os detalhes específicos sobre as cardiomiopatias mais comuns em cães e gatos, o artigo completo intitulado “Coração em alerta!” está disponível gratuitamente. Você pode acessá-lo na página 14 da edição de agosto (nº 325) da Revista Cães e Gatos.

    Não deixe a saúde do coração do seu pet para depois. O acompanhamento periódico e o conhecimento são suas melhores ferramentas contra doenças silenciosas que podem estar acontecendo agora mesmo no peito do seu companheiro.

    Fonte: caesegatos.com.br

  • Levando seu Pet no Carro? Descubra os Cuidados Essenciais para uma Viagem Segura

    Viajar com cães e gatos no carro exige mais do que apenas colocá-los no banco de trás. Segundo especialistas, o uso de equipamentos adequados, a adaptação do veículo e um bom planejamento são fundamentais para garantir a segurança durante o trajeto.

    Esses cuidados não servem apenas para proteger seu pet de possíveis acidentes — eles também reduzem significativamente o estresse do animal durante a viagem. Um pet estressado pode se comportar de forma imprevisível, colocando em risco tanto a segurança do animal quanto a dos ocupantes do veículo.

    O planejamento prévio faz toda a diferença. Desde escolher os equipamentos certos até preparar o carro de forma adequada, cada detalhe conta para tornar a experiência mais tranquila para você e seu companheiro peludo.

    Para conhecer todos os detalhes sobre os melhores práticas de transporte de pets, confira o artigo completo em Cães e Gatos.