Foto: Icleao / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Uma mulher de 80 anos morreu depois que um muro caiu em cima da laje de uma área de lazer do Parque do Carmo, na zona leste paulistana. A tragédia aconteceu na noite de domingo (1º/11), como informou o Metrópoles.
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Segundo a Defesa Civil, 15 pessoas estavam no local. Dez delas, entre as quais duas crianças, ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Santa Marcelina. As outras cinco foram avaliadas pelas equipes e liberadas sem ferimentos.
Como o muro caiu
De acordo com a Polícia Militar, uma família fazia um churrasco no espaço quando um raio atingiu a região. Segundo a PM, a queda do muro foi causada pelo raio, em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade.
Depois do ocorrido, o Corpo de Bombeiros isolou o local. O espaço ficou interditado enquanto as equipes trabalhavam no atendimento às vítimas.
Cuidado com estruturas em dias de tempestade
O caso mostra como um dia de chuva forte pode transformar um momento de lazer em tragédia. Mesmo sem ser um assunto de saúde, a situação lembra que estruturas antigas ou frágeis pedem atenção redobrada quando o tempo fecha.
Como é o Parque do Carmo
O Parque do Carmo tem o nome oficial de Parque Municipal Olavo Egydio Setúbal, segundo a Wikipédia. Ele fica no distrito homônimo, na Zona Leste de São Paulo, e é administrado pela Subprefeitura de Itaquera. Sua área é de cerca de 1,5 milhão de metros quadrados.

Ele é o segundo maior parque urbano do município de São Paulo e um dos maiores da região metropolitana. Há nele uma grande reserva de Mata Atlântica, com vasta fauna e flora.
O parque é um dos mais famosos da cidade. Segundo a Wikipédia, ele recebe mais de 400 mil visitas por mês.
De fazenda a parque: a história da região
Segundo a Wikipédia, os primeiros ocupantes da região foram três tribos indígenas: itaquerus, guaianás e caaguaçus. Os nomes itaquerus e guaianás deram origem aos distritos de Itaquera e Guaianases. Depois, uma ordem católica, a dos Carmelitas, chegou ao local para catequizar os índios.

Essa ordem queria mostrar seus costumes aos índios, mas o choque cultural não foi aceito por eles. Como resultado, segundo a Wikipédia, os índios fugiram para terras mais distantes.
Em 1722, a área virou a Fazenda Caaguaçu, nome que, para os índios, significava Mata Grande. Plantio e pecuária eram, sobretudo, as atividades predominantes na área. Grande parte da mata original foi devastada para o plantio, o que destruiu o habitat dos animais.
Em 1919, a fazenda foi vendida a uma empresa do Coronel Bento Pires, que plantou café. Na década de 40, o café tinha perdido valor, e o coronel vendeu parte das terras ao engenheiro Oscar Americano de Caldas Filho. As terras que ele loteou hoje fazem parte do Jardim Nossa Senhora do Carmo, conhecido em alguns pontos como Morumbizinho.
Oscar Americano plantou eucaliptos e pinheiros para testar madeira para dormentes, mas as pesquisas mostraram que as espécies não eram propícias para esse fim. Mais tarde, ele converteu o resto do terreno em espaço de lazer privado, onde passava os finais de semana com a família.
Segundo a Wikipédia, o Casarão, hoje o CEA Carmo, foi reformado, ampliado e passou a ser a sede da fazenda. Ao lado dele há uma figueira que, na época, dava status a quem morava ali.
O que são os raios e por que eles são perigosos
Segundo a Wikipédia, o raio é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre na atmosfera. Ele pode acontecer dentro de uma nuvem, entre nuvens ou entre uma nuvem e a terra. A descarga entre nuvem e solo é a de maior interesse prático para as pessoas, e ela sempre vem acompanhada do relâmpago e do trovão.

Por causa da grande intensidade de tensões e correntes elétricas, raios sempre são perigosos. Por isso, edificações e sistemas de transmissão de energia precisam de proteção, como os para-raios. Mesmo com essas proteções, que nem sempre são projetadas ou construídas corretamente, raios ainda causam mortes e ferimentos pelo mundo.
Grande parte das descargas elétricas acontece nas regiões tropicais da Terra e em áreas de solo firme. O trajeto luminoso pode percorrer longas distâncias, às vezes com ramificações. Também há o raio globular, cuja natureza não é conhecida; existem apenas relatos desse fenômeno.
Os raios também foram incorporados em lendas e mitos que representavam o poder dos deuses. Pesquisas científicas posteriores revelaram a natureza elétrica deles. Desde então, as descargas são monitoradas por sua associação com sistemas de tempestades.
Além das tempestades, os relâmpagos podem surgir de fenômenos como atividade de vulcões, detonações atômicas e ventanias carregadas de areia. Descargas desse tipo também acontecem em outros corpos do Sistema Solar, sobretudo em Júpiter e em Saturno.
Segundo a Wikipédia, os incêndios florestais iniciados por descargas elétricas têm papel fundamental na evolução das plantas. O fogo consome a matéria seca e remove pragas, o que beneficia o ambiente.
Perguntas frequentes sobre Parque do Carmo
O Parque do Carmo tem bosque de cerejeiras?
Sim. De acordo com a Wikipédia, o parque abriga o segundo maior bosque de cerejeiras do globo, com aproximadamente 6 mil árvores. É nesse bosque que acontece a Festa das Cerejeiras.
A água de uma nascente do Parque do Carmo abastecia casas?
Segundo a Wikipédia, a água de uma nascente que existe onde hoje fica o parque abastecia, durante muito tempo, mais de 1.000 casas da área loteada por Oscar Americano. Bombas levavam a água até uma caixa d’água, de onde ela descia por gravidade até os imóveis. Um homem conhecido como “Zé da água” abria o registro todos os dias para que a água chegasse às casas.
Como foi a colonização japonesa na região do Parque do Carmo?
Segundo a Wikipédia, a colonização japonesa começou na década de 20, na mesma época do primeiro loteamento das terras da fazenda. O coronel Bento Pires a incentivou. O interesse dele era formar pequenas propriedades produtivas, com mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.
Raios já tiveram papel na origem da vida?
Segundo a Wikipédia, algumas teorias científicas consideram que as descargas elétricas podem ter sido fundamentais no surgimento da vida e na sua manutenção. Além disso, elas são a principal fonte abiótica de nitritos e nitratos, essenciais para as plantas, que não usam diretamente o nitrogênio do ar. Os raios também podem ter sido a primeira fonte de fogo da história humana, fundamental ao desenvolvimento técnico.
Conteúdo informativo, não substitui orientação de profissional de saúde. Fonte oficial vinculada na matéria.
E você, costuma prestar atenção em muros e estruturas de áreas de lazer antes de usar esses espaços?
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