Foto: Flávio Landau from São Paulo-SP, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
A luta judicial pela herança de Gugu Liberato finalmente se encerrou em agosto deste ano, encerrando um dos mais intensos conflitos familiares do universo dos celebridades. Conforme divulgou o Portal LeoDias, a disputa se prolongou por quase cinco anos, marcada por revelações constrangedoras, adiamentos sucessivos de audiências, postagens em redes sociais e discussões públicas que mantiveram o caso em evidência desde 2019.
Os dois lados da batalha
De um lado estava Rose Miriam Di Matteo, que não constava no testamento deixado pelo apresentador. Rose tentava provar na Justiça que vivia em união estável com Gugu e era apresentada por ele como “minha família”. Ela tinha o apoio das duas filhas do casal, Sofia e Marina.
De um lado da disputa estava João Augusto, filho primogênito de Rose e Gugu, além de Aparecida Liberato, irmã do apresentador, e seus sobrinhos — todos mencionados no testamento e buscando assegurar seu cumprimento.
O testamento e a distribuição da herança
O documento testamentário, elaborado em 2011 — oito anos antes do falecimento de Gugu — dividia a herança de Gugu, estimada em R$ 1 bilhão, desta maneira: 75% aos três filhos; 25% aos cinco sobrinhos; e uma pensão vitalícia de R$ 163 mil à mãe do apresentador, Maria do Céu Moraes, que tinha 90 anos na época.
Enquanto vivo, Gugu depositava US$ 10 mil por mês para Rose Miriam cobrir seus gastos pessoais e as contas da residência da família em Orlando, nos Estados Unidos. Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo definiu que o montante permaneceria intacto e seria repassado pelo espólio do apresentador. Porém, Rose alegava que a quantia não estava sendo paga de maneira correta e cobrava os valores em atraso.
A aposta de Rose na união estável
Rose solicitava ao poder judiciário que reconhecesse sua união estável com Gugu ao longo dos 20 anos de vida em comum. Juntos, o casal teve três filhos: João Augusto e as gêmeas Sofia e Marina.
Se a relação estável fosse comprovada, Rose teria direito a 50% da herança. Os outros 50% ficariam com os três filhos, e os cinco sobrinhos citados no testamento deixariam de ter direito a qualquer parte do patrimônio.
Os personagens inesperados da trama
A disputa não se limitou apenas a Rose e à família de Gugu. Depois do falecimento do apresentador em novembro de 2019, o chef de cozinha Thiago Salvático sustentou que havia mantido um relacionamento com o apresentador e que eram parceiros. A 9ª Vara da Família e Sucessões do tribunal paulista entendeu que mantinham apenas uma amizade e extinguiu o processo “sem análise do mérito”.
Durante a disputa, surgiu também a figura de um alegado filho extraconjugal do apresentador — o comerciante Ricardo Rocha — que recorreu à Justiça solicitando o reconhecimento de paternidade e uma parte dos bens.
O filho que ressurgiu após décadas
Em abril de 2023, Ricardo Rocha revelou que sua mãe teria tido um relacionamento casual com Gugu na década de 1970 e ficado grávida. De acordo com o processo judicial, Otacília, mãe de Ricardo, teria conhecido Augusto Liberato (Gugu) em 1973, quando o apresentador era ainda adolescente, aos 14 anos. A ação afirma que ambos mantiveram um envolvimento casual na época. O encontro teria ocorrido em uma padaria perto do local onde os dois trabalhavam.
Gugu trabalhava em uma imobiliária próxima ao local, enquanto Otacília era empregada doméstica de uma família de origem japonesa. A mulher descobriu a gravidez no início de 1974 e procurou Augusto Liberato para contar a novidade — mas Gugu não foi mais encontrado.
Ricardo Rocha nasceu em outubro de 1974 e traz em sua certidão de nascimento o registro sem indicação do suposto pai. Com o passar dos anos, a mãe revelou que seu pai era Gugu Liberato, que iniciava sua promissora trajetória na televisão a partir dos anos 1980. Rocha, porém, preferiu deixar de lado o reconhecimento da paternidade por muitos anos.
Com a morte de Gugu no final de 2019 e a subsequente abertura do inventário, Ricardo Rocha moveu uma ação para obter reconhecimento de paternidade “post mortem” (após a morte). O comerciante requer à Justiça a realização de um teste de DNA.
E você, acompanhou essa batalha toda? O que achou da forma como a disputa se desenrolou?
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