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Durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apresentou a terceira edição da sua Diretriz de Cardiogeriatria, como informa o G1. O material, com mais de 170 páginas, funciona como guia científico e prático para os cardiologistas diagnosticarem, estratificarem o risco e tratarem pessoas com doenças do coração e dos vasos.
Neste artigo
A ideia central é direta: a idade registrada no documento não decide sozinha o caminho do tratamento. Pesam mais a capacidade funcional, o grau de fragilidade e a presença de outras doenças.
Desmaio pode esconder um recado do coração
A grande novidade é um capítulo dedicado à síncope, o popular desmaio. Trata-se da primeira diretriz do mundo a abordar esse tema com foco exclusivo na população geriátrica. O episódio costuma passar despercebido, mas é uma das causas ocultas de quedas entre quem envelhece.

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Há ainda um alerta importante: o desmaio pode indicar doenças cardiovasculares potencialmente graves. Por isso, o caso precisa ser avaliado por um médico, e não tratado como um mal-estar sem importância.
Fragilidade não é destino
Outro ponto de destaque são as recomendações sobre fragilidade, uma síndrome em que o organismo perde a reserva fisiológica. Na prática, a pessoa fica muito mais suscetível a qualquer problema, como uma infecção, uma desidratação ou até uma troca na dose de um remédio.
Um dos primeiros sinais costuma ser a sarcopenia, que é a perda de massa e de força muscular. Ou seja, o corpo começa a dar avisos bem antes de a situação piorar, e isso abre espaço para agir cedo.
A boa notícia é que a fragilidade não é um processo inevitável da idade. Segundo a diretriz, ela pode ser reversível com exercícios de resistência e de força, o que mostra que nunca é tarde para começar a fortalecer o corpo.
Uma avaliação que olha a pessoa por inteiro
Para isso, a diretriz destaca a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), considerada o padrão-ouro que deveria estar disponível para todas as pessoas idosas. Trata-se de um processo interdisciplinar, em que profissionais de diferentes áreas atuam de forma coordenada.

O objetivo da AGA é mapear problemas clínicos, funcionais, cognitivos, nutricionais, psicológicos e sociais. Assim, o cuidado enxerga o todo, e não apenas o coração.
Antes de começar qualquer atividade física, vale conversar com um médico ou com um profissional de educação física, principalmente quem é iniciante ou está na terceira idade. Essa conversa ajuda a definir um ritmo seguro para cada pessoa.
Três critérios que pesam mais que a idade
De acordo com o G1, o tratamento deve ser definido pelas condições de saúde de cada paciente. Entram na conta a capacidade funcional, o grau de fragilidade e a presença de outras enfermidades.
Essa lógica orienta o trabalho dos cardiologistas no diagnóstico, na estratificação de risco e no tratamento. Na prática, cada caso é avaliado de forma individual, e não por uma regra única para todos os idosos.
Fragilidade e sarcopenia: os primeiros avisos
O texto descreve a fragilidade como uma síndrome em que o organismo perde a reserva fisiológica. Por causa disso, a pessoa reage pior a eventos como infecção ou desidratação. A sarcopenia, perda de massa e força muscular, costuma aparecer antes.
Segundo o G1, há formas de identificar a sarcopenia.
Perguntas frequentes sobre cardiogeriatria
O que é a diretriz de cardiogeriatria?
A diretriz de cardiogeriatria é um guia científico e prático da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com mais de 170 páginas. Ela orienta os cardiologistas no diagnóstico, na estratificação de risco e no tratamento de pacientes idosos com doenças do coração e dos vasos.
A terceira edição foi apresentada no 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia. Entre os temas do documento estão a síncope, a fragilidade e a Avaliação Geriátrica Ampla.
A idade decide sozinha o tratamento de um idoso?
Segundo a diretriz, não. As decisões clínicas não devem se basear apenas na idade cronológica. Pesam mais a capacidade funcional, o grau de fragilidade e a presença de outras doenças.
Na prática, o médico observa a condição de saúde do paciente antes de escolher o caminho do tratamento. A idade registrada no documento não é o critério principal.
Por que a cardiogeriatria dá atenção ao desmaio?
O desmaio, ou síncope, ganhou um capítulo inédito na diretriz. Ele é uma das causas ocultas de quedas em idosos e pode indicar doenças cardiovasculares potencialmente graves.
Por isso, o caso precisa ser avaliado por um médico. Segundo o G1, essa é a primeira diretriz do mundo a tratar o tema com foco exclusivo na população geriátrica.
A fragilidade em idosos tem reversão?
Segundo a diretriz, a fragilidade não é um processo inevitável da idade e pode ser reversível com exercícios de resistência e de força. Um dos primeiros sinais costuma ser a sarcopenia, a perda de massa e de força muscular.
Antes de iniciar qualquer atividade física, vale conversar com um médico ou com um profissional de educação física. Essa conversa ajuda a definir um ritmo seguro para cada pessoa.
Conteúdo informativo, não substitui orientação de profissional de saúde. Fonte oficial vinculada na matéria.
E você, acredita que uma avaliação completa como essa deveria fazer parte da rotina de todo idoso?
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