Foto: Sergeev Pavel / Wikimedia Commons (Public domain)
Quem tem 65 anos ou mais precisa ficar de olho no termômetro e na qualidade do ar. De acordo com o MundoBoaForma, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) associa ondas de calor e poluição a um aumento no risco de AVC em idosos, ou seja, de acidente vascular cerebral nessa faixa etária.
Calor e poluição juntos pesam mais
O estudo mostrou que o problema cresce quando as temperaturas altas se somam à poluição do ar. Os dados ainda são provisórios e foram divulgados pela professora Alessandra Carvalho Goulart, vinculada à Faculdade de Medicina da USP.

Para a análise, foram consideradas ondas de calor os períodos com pelo menos dois dias seguidos de temperaturas máximas de 33,1 °C ou mais. Só com o calor, as chances de AVC subiram 12,1% a cada dia adicional. Quando o modelo incluiu a interação com as partículas inaláveis, chamadas PM10, esse número chegou a 40,4%.
Esses percentuais são um aumento relativo nas chances calculadas pela análise. Eles não significam que 12% ou 40% das pessoas com 65 anos ou mais terão um acidente vascular cerebral.
Por que o corpo reage dessa forma
Segundo a pesquisadora, a desidratação provocada pelo calor reduz a parte líquida do sangue. Com isso, o sangue fica mais espesso, e essa é uma das explicações para o risco aumentado.

Além disso, a exposição altera o controle da temperatura do corpo e o funcionamento cardiovascular. Esse efeito mexe com a circulação e com a pressão arterial, o que pesa sobre os mais velhos.
Sinais que pedem atenção imediata
Reconhecer os sintomas cedo faz diferença. Há sinais que pedem atendimento urgente, como fraqueza, perda parcial da visão, desvio na boca, fala arrastada, mudanças no equilíbrio, dificuldade para movimentar um dos lados do corpo, problemas para achar as palavras certas e tontura.

Ao notar qualquer um desses sinais, vale procurar atendimento médico sem demora. Quem está na terceira idade merece essa atenção, e não há motivo para esperar a situação passar.
Cuidar da saúde também é cuidar do ambiente
A pesquisadora defende que proteger a saúde cerebral dos mais velhos exige duas frentes: cuidados cardiovasculares individuais e medidas de adaptação climática nas cidades. Ou seja, a rotina pessoal conta, mas o ambiente urbano também faz parte da equação.
Antes de mudar a rotina de exercícios, principalmente em dias de calor forte, converse com seu médico ou com um profissional de educação física. Uma orientação personalizada ajuda a começar com segurança, em pequenos passos.
Conteúdo informativo, não substitui orientação de profissional de saúde. Fonte oficial vinculada na matéria.
E você, já tinha ouvido falar na relação entre calor, poluição e AVC? Conte aqui nos comentários como é a rotina de quem mora na sua cidade nos dias mais quentes.
Perguntas frequentes sobre AVC em idosos
Quem tem mais risco de AVC em idosos quando faz calor?
A pesquisa da USP trata de pessoas com 65 anos ou mais. Segundo o estudo, o risco aumenta com as ondas de calor e com a poluição, e a associação fica mais forte quando as temperaturas altas se combinam com a poluição do ar.
Para a análise, ondas de calor são períodos com pelo menos dois dias seguidos de temperaturas máximas de 33,1 °C ou mais. A professora Alessandra Carvalho Goulart, da Faculdade de Medicina da USP, apresentou os dados e ressaltou que eles ainda são iniciais.
Por isso, nesses dias, quem tem 65 anos ou mais deve ficar de olho no termômetro e na qualidade do ar.
Os números da pesquisa significam que 40% dos idosos terão AVC?
Não. Os percentuais de 12,1% e 40,4% representam aumento relativo nas chances calculadas pela análise, e não a proporção de pessoas com 65 anos ou mais que terão um acidente vascular cerebral. Na análise só com calor, as chances de AVC subiram 12,1% a cada dia adicional. Quando o modelo incluiu a interação com as partículas inaláveis, chamadas PM10, o aumento chegou a 40,4%. Na prática, a diferença entre os dois resultados está na presença da poluição no modelo. Por isso, os números devem ser lidos como medida do risco calculado, e não como previsão para cada idoso.
Por que a desidratação pode aumentar o risco de AVC em idosos?
Segundo a pesquisadora Alessandra Carvalho Goulart, a desidratação provocada pelo calor reduz a parte líquida do sangue. Com isso, o sangue fica mais espesso, e essa é uma das explicações para o risco aumentado. A pesquisadora também cita que a exposição altera o controle da temperatura do corpo e o funcionamento cardiovascular. Esse efeito atinge a circulação e a pressão arterial, o que pesa sobre quem tem 65 anos ou mais. Segundo ela, a rotina pessoal conta, mas o ambiente urbano também faz parte da equação.
Quais sinais de AVC em idosos pedem atendimento imediato?
Segundo o MundoBoaForma, os sinais que exigem ação imediata são fraqueza, perda parcial da visão, boca torta, fala enrolada, alteração do equilíbrio, dificuldade para mover um lado do corpo, dificuldade para encontrar palavras e tontura. Reconhecer esses sinais cedo faz diferença. Ao notar qualquer um deles, procure atendimento médico sem demora, porque não há motivo para esperar a situação passar.
Antes de mudar a rotina de exercícios, principalmente em dias de calor forte, converse com um médico ou com um profissional de educação física. Uma orientação personalizada ajuda a começar com segurança, em pequenos passos. O conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde.
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