Nutrição de cães e gatos: guia com as principais dúvidas e cuidados

Nutrição de cães e gatos: guia com as principais dúvidas e cuidados

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Foto: Tranhoangnam4320 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Este guia sobre Nutrição de cães e gatos reúne o que o ExplodeBR já publicou sobre alimentação desses pets. Ele é para tutores que querem entender o que está no rótulo, como oferecer água e comida no dia a dia e quando um sinal merece atenção do veterinário. Cada seção resume os pontos principais e leva à matéria completa.

Água e alimentação úmida para gatos

Gatos costumam beber pouca água por iniciativa própria. Isso vem de ancestrais que obtinham boa parte da hidratação pelas presas. Por isso, a recomendação é oferecer alimentos úmidos e mais de uma fonte de água ao longo do dia. A matéria também explica que gatos não sentem o sabor doce e usam sobretudo o olfato para avaliar a comida. Curiosidades sobre gatos que ajudam a entender melhor o seu felino reúne esses pontos e outros sobre o comportamento da espécie.

Nutrição de cães e gatos: Placa 'Wet Cat Food' sobre prateleiras de supermercado, com produtos para pets ao fundo
Placa ‘Wet Cat Food’ sobre prateleiras de supermercado, com produtos para pets ao fundo. Foto: Springnuts / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ingredientes e aditivos em rações úmidas

A goma xantana aparece em sachês para cães e gatos. Ela é um polissacarídeo obtido por fermentação e atua como espessante, emulsificante e estabilizante, mantendo o molho homogêneo. Um estudo experimental com ratos ligou o aditivo a alterações em marcadores de inflamação intestinal, mas a matéria lembra que roedores não equivalem a um cão ou gato saudável.

Casos com bebês prematuros, relatados à FDA em 2011, envolveram o espessante adicionado diretamente ao leite ou à fórmula. Segundo a EFSA, esses casos não se ligam ao ingrediente usado na fabricação de fórmulas infantis. Um estudo de dois anos, com ratos e cães, não identificou efeitos adversos nas doses testadas.

Os detalhes estão em Espessante da ração úmida: o que a ciência diz sobre a goma xantana.

O HPDDG é outro ingrediente em destaque. Ele é um composto proteico derivado do milho, obtido em paralelo à produção de etanol de baixa emissão de carbono. A matéria o apresenta como um aliado da flora intestinal, por estimular as bactérias boas. Um estudo da Universidade Federal do Paraná testou inclusões de 0%, 7%, 14% e 21% em dietas de cães adultos. A digestibilidade da proteína do HPDDG ficou em 91,2%. Leia mais em Como um composto do milho brasileiro pode ajudar na digestão dos cães.

Petiscos, calorias e a hora do petisco

O GoldeN Tasty é um petisco semi-úmido, com 70% de carnes, nos sabores frango e blend de proteínas. Ele é indicado para cães a partir de 4 meses. Segundo a fabricante, a porção diária vai de 1 a 8 unidades, conforme o peso do animal. Cada unidade de frango tem cerca de 20,00 kcal, e a de blend, 25,10 kcal. Esses dados ajudam o tutor a calcular quanto do petisco entra na rotina. Mais detalhes estão em GoldeN Tasty chega com 70% de carne e duas versões para cães.

Banca com ossos e petiscos para cães em caixas plásticas, com etiquetas de preço manuscritas
Banca com ossos e petiscos para cães em caixas plásticas, com etiquetas de preço manuscritas. Foto: Rathfelder / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A mesma matéria traz orientações para casas com mais de um cão. Itens de alto valor devem ser oferecidos em pontos separados, e uma barreira física ou outro cômodo pode ajudar. Comprar dois itens iguais nem sempre resolve, porque o interesse de cada cão muda. Antes do rosnado, costuma haver pausa na mastigação, corpo rígido ou cabeça baixada sobre o objeto. O rosnado não deve ser punido, pois indica desconforto.

Cão que recusa a ração

A recusa seletiva acontece quando o cão rejeita um tipo de alimento e aceita outros, como petiscos ou comida caseira. A queda geral de apetite é diferente e vem com apatia, perda de peso ou mudança de comportamento. Antes de concluir que o cão é exigente, é preciso investigar causas clínicas, como dor na boca, problemas dentários e doenças sistêmicas.

Canguru, cão e galinha comendo de uma mesma tigela, em foto antiga em sépia
Canguru, cão e galinha comendo de uma mesma tigela, em foto antiga em sépia. Foto: Plass, L. / Wikimedia Commons (Public domain)

Se essas causas forem descartadas, entram na conta a palatabilidade e as características da ração, além de mudanças no ambiente e estresse. Muitas vezes, o próprio tutor reforça a recusa ao oferecer petiscos com frequência, trocar a ração ou dar sempre alternativas mais saborosas. A solução passa pela rotina: mesmo alimento, nos mesmos horários. Cão seletivo com comida?

Entenda por que seu pet rejeita a ração detalha essas causas.

Peso e massa muscular em cães e gatos idosos

A sarcopenia é a perda de massa muscular ligada ao envelhecimento. Ela é diferente da caquexia, que é a perda rápida de peso e músculo causada por doenças crônicas, como câncer e problemas nos rins ou no coração. Avaliar só o peso não basta. O escore de massa muscular ajuda a identificar a sarcopenia cedo.

A obesidade sarcopênica, com gordura em excesso e pouca massa muscular, pode passar despercebida se o exame for superficial. Com o diagnóstico feito cedo, o veterinário pode montar um plano individual, com ajustes na nutrição, controle do peso, estímulo à recuperação muscular, fisioterapia ou suplementação.

Veja o texto completo em Sarcopenia em cães e gatos idosos: entenda o desafio que veterinários estão discutindo agora.

Obesidade e o uso de GLP-1 na veterinária

O GLP-1 é um hormônio que aumenta a secreção de insulina e reduz o apetite. Ele começa a aparecer em clínicas brasileiras, em medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. Nos gatos, a obesidade é um fator importante no diabetes felino. Em um estudo brasileiro, 36% dos gatos apresentavam obesidade. Nos gatos, o uso desses agonistas pode levar à remissão diabética.

Nos cães, a maioria tem diabetes semelhante ao tipo 1 em humanos. Em um estudo com cães diabéticos, a liraglutida combinada com insulina manteve a glicemia mais controlada do que só a insulina. Em cães obesos, o medicamento reduziu o apetite e melhorou colesterol e triglicérides, com perda de peso menos expressiva que nos gatos.

Os efeitos adversos incluem inapetência, vômito e perda de peso não intencional, especialmente em gatos. A matéria completa está em Canetas emagrecedoras para pets: a revolução do GLP-1 na clínica veterinária brasileira.

Mais sobre nutrição de cães e gatos

Probiótico em pasta: como a dose é dada

Segundo o site Cães e Gatos, o Bioflora Pasta é indicado para filhotes e adultos. Ele pode ser usado após antibioticoterapia, em episódios de diarreia, no desmame e em mudanças na alimentação. O remédio é dado pela boca, uma vez por dia, por sete dias seguidos.

A apresentação em pasta foi escolhida para facilitar a dosagem em gatos e em animais mais seletivos. Segundo a Soft Care, o produto pode ser usado junto com antibióticos, mas a administração deve seguir a embalagem e a orientação do médico-veterinário.

Quanto do petisco entra na conta diária

Segundo o PetsNews, diretrizes de nutrição veterinária usam como referência petiscos e extras que não ultrapassem cerca de 10% da ingestão calórica diária. A AAHA estabelece esse limite nas recomendações que publica para evitar a obesidade.

Um estudo publicado em 2025 avaliou centenas de alimentos e petiscos vendidos no Brasil. Os pesquisadores viram resultados diferentes entre cães e gatos. Em certos felinos adultos com pouca atividade, substituir parte da ração completa por petiscos poderia comprometer o equilíbrio de proteína e gordura.

O Ministério da Agricultura e Pecuária define alimento completo como o que atende integralmente às exigências nutricionais do animal. Esse tipo de produto serve para agradar, premiar ou recompensar o animal, e não pode substituir uma ração completa.

Perguntas frequentes sobre Nutrição de cães e gatos

Nutrição de cães e gatos exige cuidado com petiscos?

Sim. Segundo o PetsNews, petiscos não devem passar de cerca de 10% da ingestão calórica diária como referência. Em um produto como o GoldeN Tasty, o fabricante indica de 1 a 8 unidades por dia, conforme o peso do animal. Idade, condição corporal e condições clínicas mudam esse contexto.

Nutrição de cães e gatos muda com a idade?

Sim. Em animais idosos, a perda de massa muscular ligada ao envelhecimento, chamada sarcopenia, pede atenção. Avaliar só o peso não basta, porque a obesidade sarcopênica pode passar despercebida. Com o diagnóstico feito cedo, o veterinário pode ajustar a nutrição e o controle do peso.

Ossos e mastigáveis duros são seguros para cães?

Nem sempre. A WSAVA alerta que ossos e mastigáveis excessivamente duros podem causar trauma dentário, engasgo ou obstrução. É preciso escolher um tamanho adequado ao animal e acompanhar de perto o momento em que ele mastiga. Dureza extrema, por si só, não é vantagem.

O que fazer quando há dieta prescrita pelo veterinário?

Nesse caso, o tutor deve tomar cuidado com extras. Segundo o PetsNews, introduzir petiscos por conta própria pode interferir no objetivo da alimentação indicada. Se o cão recusa a ração, o ideal é investigar causas clínicas, como dor na boca ou problemas dentários, antes de concluir que ele é exigente.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

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6 respostas a “Nutrição de cães e gatos: guia com as principais dúvidas e cuidados”

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