Foto: Palácio do Planalto from Brasilia, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, virou assunto no Vasco por causa de um nome: o do enteado dela, Marcos Lamacchia, que quer comprar a SAF do clube. Segundo o ge.globo.com, a diretoria vascaína já aprovou a venda, mas o negócio ainda depende de aval de dois órgãos.
Neste artigo
Quem está de olho no negócio
A Anresf é uma entidade independente, criada pela CBF, que cuida de fiscalizar o cumprimento do Fair Play Financeiro e punir quem descumpre as regras. Ela investiga se existe conflito de interesses, já que Lamacchia tem laço familiar com a presidente do Palmeiras.

Já o Cade olha para outro ponto: uma possível ação de concentração, termo usado para operações que mexem na estrutura de empresas, além de uma suposta interferência de Lamacchia antes da venda ser fechada. Esse caso corre em sigilo, então pouco se sabe sobre ele.
Confiança no acordo e disposição para ajustes
Por enquanto, o clima entre os envolvidos é de tranquilidade. Vasco e família Lamacchia dizem confiar que a Anresf não vai vetar o negócio. Os representantes do empresário, inclusive, já se mostraram dispostos a aceitar qualquer ajuste que o órgão pedir.
O advogado André Sica, que participa das conversas, também demonstra otimismo. Em entrevista ao ge, há cerca de dois meses, ele afirmou que a operação vai acontecer e completou: “Não causa nenhum tipo de preocupação.” Dirigentes do Vasco seguem na mesma linha e falam em total confiança na conclusão do acordo.
Os caminhos alternativos caso o conflito seja confirmado
O regulamento da Anresf, no artigo 86, prevê uma saída: um “blind trust” previamente aprovado e supervisionado. Na prática, trata-se de um fundo que administra os ativos sem que o dono saiba o que acontece ou consiga influenciar as decisões. No caso do Vasco, esse arranjo duraria até que Leila deixe a presidência do Palmeiras.
Mas existe uma alternativa extra, segundo apuração do ge. Se o conflito for comprovado, Lamacchia poderia deixar temporariamente o controle da estrutura societária da SAF. Nesse período, Mário Junqueira, presidente da Almirante Participações, ficaria como figura principal, enquanto a dirigente seguisse à frente do Palmeiras.
Prazo e o clássico desta semana
A CBF não definiu um prazo para emitir o parecer, mas a expectativa é que a decisão saia até dezembro. Até lá, Vasco e Lamacchia aguardam o veredicto e também acreditam que o Cade não vai impor restrição ou punição.
Enquanto isso, as duas equipes se enfrentam neste domingo, às 16h, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O duelo em campo chega cercado por um assunto que ainda não tem desfecho fora dele.
O mesmo nome aparece em outra história da CBF
A ESPN publicou um caso diferente, que também envolve a presidente palmeirense. Segundo a emissora, a CBF deixou de convocar jogadores de Flamengo e Palmeiras para os amistosos de novembro, em parte para não entrar em atrito com dirigentes influentes, entre eles Leila, enquanto tenta avançar na criação de uma liga.
A decisão também não foi discutida antes com Carlo Ancelotti e sua comissão técnica, que gostaria de ter chamado esses atletas. As reportagens tratam de temas distintos, sem ligação direta entre eles.
Por que a CBF evitou briga com Flamengo e Palmeiras
Segundo a ESPN, a decisão de não convocar jogadores dos dois clubes para os amistosos contra Japão e Singapura foi alinhada entre a direção da CBF e os comandos dos clubes. A entidade avaliou que não era o momento de comprar briga com dois candidatos ao título brasileiro.
A reportagem também cita Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, entre os dirigentes influentes que a CBF não quer contrariar. Os dois times fecharam um entendimento informal para não convocar os próprios jogadores, e essa escolha gerou descontentamento dentro dos clubes.
Com a antecipação de partidas do calendário nacional por causa da Data Fifa de novembro, a CBF optou por evitar conflito com os dois times. Enquanto isso, a entidade tenta avançar na criação de uma liga no futebol brasileiro.
O que a CBF havia prometido à comissão técnica
Segundo a ESPN, a CBF dizia que o técnico Carlo Ancelotti teria total liberdade para trabalhar, com a comissão técnica separada das questões políticas da entidade. A decisão contrariou esse discurso, já que não foi discutida com Ancelotti, seus auxiliares nem com Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral das seleções masculinas.
A mesma reportagem diz que Ancelotti gostaria de ter convocado jogadores do Flamengo e Palmeiras, mas foi impedido por causa dessas questões.
Aprovação no clube e valores citados
Segundo o ge, o Vasco aprovou a venda na sexta-feira passada, e sócios do clube também aprovaram o negócio com Marcos Lamacchia. Em outra reportagem do ge, o advogado de Lamacchia falou em valores de “dois a três bilhões” para a operação.
Leila Pereira e as etapas que faltam na venda da SAF do Vasco
Segundo o ge, a Anresf, criada pela CBF, fiscaliza, julga e aplica as regras do Fair Play Financeiro. Ela analisa se há conflito de interesses no negócio que envolve o enteado de Leila Pereira.
Em entrevista ao ge, o advogado André Sica afirmou que Marcos Lamacchia tem total tranquilidade para implementar qualquer sugestão da Anresf, qualquer uma. Segundo ele, a operação vai acontecer.
O nome completo da entidade é Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, também segundo o ge.
E você, acha que o vínculo familiar deveria pesar na aprovação da venda da SAF do Vasco?
Leia também

Deixe um comentário