Inteligência artificial: guia com dicas de uso e cuidados

Inteligência artificial: guia com dicas de uso e cuidados

Foto: mikemacmarketing / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Tradução do texto da imagem: Inteligência artificial

Este guia reúne o que o ExplodeBR já publicou sobre inteligência artificial, com foco no ChatGPT e em ferramentas de IA do Google. Ele é para quem usa esses recursos para estudar, trabalhar ou controlar o que a IA guarda sobre a pessoa. Cada seção resume os pontos práticos e traz o link para a matéria completa.

Extensão do ChatGPT e tarefas no navegador

A extensão do ChatGPT para navegadores baseados no Chromium passou a ler as abas abertas e a responder com base nelas. Ela fica na barra lateral, ao lado da página em uso, e está disponível para todos os usuários, em qualquer plano. Para comparar opções, como catálogos de sofás, basta deixar as abas abertas e fazer a pergunta. Leia mais em Extensão do ChatGPT ganha barra lateral e lê as abas abertas.

A versão Work da extensão executa tarefas em várias etapas, como preencher formulários, organizar compromissos no calendário, preparar e-mails e agrupar ou reorganizar abas. A instalação é feita pela Chrome Web Store. O programa funciona no Chrome e em navegadores construídos sobre o Chromium, como Edge, Brave e Opera.

Vídeos, documentos e áudio para estudo

O NotebookLM, do Google, responde perguntas sobre vídeos do YouTube. Basta adicionar o link do vídeo às fontes. Também é possível comparar vídeos sobre o mesmo tema e aceitar documentos e páginas da web como fonte. Em tutoriais, vale incluir a documentação oficial do programa, porque instruções antigas podem ter etapas que já não servem. A partir do material, a ferramenta gera resumos em vídeo, mapas mentais, cartões de perguntas e respostas, testes, infográficos e resumos em áudio. Veja o passo a passo em Vídeos do YouTube viram material de estudo com o NotebookLM.

Para transformar PDFs em audiobooks, enviar o arquivo direto na interface comum do ChatGPT não resolve sozinho. O caminho passa por um assistente compatível ligado ao serviço PDF to MP3 pelo protocolo MCP, seguido de uma API de voz, como a da OpenAI ou a do Google Gemini. A API exige chave válida e tem cobrança por consumo, que é separada das assinaturas. A configuração leva cerca de 20 minutos. A qualidade da narração depende do serviço e da organização do texto original. Detalhes estão em PDFs em audiobooks não saem com um clique no ChatGPT.

Memória e chats protegidos

A memória do ChatGPT aparece em um resumo que pode ser lido, corrigido ou apagado. As mudanças podem ser pedidas por texto ou feitas direto no resumo. No Android e no iOS, o caminho fica no menu. No computador, a edição é feita no próprio campo de texto. Atenção: apagar ou editar uma informação no resumo não a remove das fontes, como conversas antigas, arquivos enviados e apps conectados. Também é preciso remover à parte a conversa em que o dado apareceu. O texto completo está em ChatGPT passa a permitir que o usuário edite o que ele lembra.

Os chats bloqueados ficam em um espaço separado do histórico, das conversas fixadas e da busca. Na web e nos apps de desktop, o acesso pede um PIN de 4 dígitos. No celular, também é possível usar Face ID, Touch ID ou o desbloqueio nativo. Se o PIN for esquecido, redefini-lo apaga de forma permanente as conversas protegidas.

O recurso protege o acesso, mas não tem criptografia de ponta a ponta. Mensagens desses chats não alimentam a memória das conversas comuns. A voz funciona nesses chats nos celulares, mas não nos desktops. O bloqueio não existe em conversas do Codex, do Work local e do ChatGPT for Healthcare.

Veja mais em ChatGPT agora deixa suas conversas sob sete chaves: conheça o novo recurso de proteção.

Planos e limites de uso

A OpenAI dobrou os limites de uso de todas as assinaturas pagas do ChatGPT Pro, incluindo o Business Premium, e cancelou o corte previsto para o fim de outubro. Sem essa mudança, o uso do ChatGPT Plus nas ferramentas ChatGPT Work e Codex cairia de 20 para dez vezes, e o limite semanal do GPT-6 Pro baixaria de 200 para 100 mensagens. Os Dots, agentes que realizam tarefas em segundo plano, seguem com consumo separado da cota padrão. Confira em OpenAI dobra limites do ChatGPT Pro e cancela redução de cotas prevista.

A empresa não informou quantas mensagens, tokens ou solicitações cada plano oferece depois do aumento. Também não publicou uma tabela com os valores de cada assinatura. Por isso, não há como medir com precisão quanto o limite cresceu.

Automação e trabalho humano

Um caso em Filadélfia mostra a tensão entre robôs e trabalho humano. Em 14 de outubro, uma professora aposentada de 78 anos foi presa por bloquear um robô entregador da Uber. Ela disse que o gesto era um protesto contra a substituição de trabalhadores por máquinas. Ela alega que o ato é protegido pela Primeira Emenda, enquanto as autoridades o trataram como desordem pública. Ela afirmou que pretende continuar os protestos. A matéria completa está em Professora de 78 anos é presa após bloquear robô entregador em protesto contra automação.

Inteligência artificial: Plateia de auditório assistindo a uma palestra, com dois palestrantes à mesa e slide projetado ao fundo
Plateia de auditório assistindo a uma palestra, com dois palestrantes à mesa e slide projetado ao fundo. Foto: Vasconcelosvhn / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Cuidados que se repetem

Nas matérias, alguns pontos aparecem com frequência. Antes de enviar arquivos confidenciais ou com dados pessoais a serviços de terceiros, confira como a plataforma guarda os documentos e as credenciais. Chaves de API podem gerar cobranças e devem ser protegidas. Memórias e conversas antigas precisam ser revisadas nas várias fontes, porque apagar em um lugar não limpa os outros. Para o uso no navegador, convém conferir as permissões e as tarefas que a extensão executa.

Da ideia de Turing ao boom da IA

Segundo a Wikipédia, a história da IA remonta à década de 1950, com conceitos que vêm do filósofo grego Aristóteles. Já em 1950, o britânico Alan Turing levantou a hipótese de que um computador poderia vir a raciocinar. A área foi fundada oficialmente como disciplina acadêmica em 1956.

Retrato em preto e branco de homem de paletó e gravata; arquivo identifica Alan Turing (1936)
Retrato em preto e branco de homem de paletó e gravata; arquivo identifica Alan Turing (1936). Foto: Anonymousautor desconhecido / Wikimedia Commons (Public domain)

Ao longo da história, a área passou por ciclos de otimismo seguidos de estagnação e perda de financiamento, os chamados “invernos da IA”. O interesse voltou a crescer a partir de 2012, quando a aprendizagem profunda superou os modelos anteriores. Depois de 2017, o avanço acelerou, e no início dos anos 2020 o setor recebeu investimentos de bilhões de dólares.

Onde a IA já aparece no dia a dia

A Wikipédia cita como aplicações de IA os mecanismos de busca, como o Google Search, e os sistemas de recomendação de YouTube, Amazon e Netflix. Também entram os assistentes virtuais, como Google Assistant, Siri e Alexa, e os veículos autônomos, como os da Waymo.

Cérebro humano feito de circuito eletrônico azul com chips, sobre fundo branco
Cérebro humano feito de circuito eletrônico azul com chips, sobre fundo branco. Foto: Dall E / Wikimedia Commons (Public domain)

Muitas tecnologias deixam de ser vistas como IA quando se tornam comuns. É o caso do reconhecimento óptico de caracteres, que extrai texto de imagens, e dos sistemas automáticos de tradução de texto e de voz.

Mais sobre inteligência artificial

Perguntas frequentes sobre Inteligência artificial

O que é inteligência artificial?

De acordo com a Wikipédia, trata-se da habilidade de sistemas computacionais exibirem entendimento, lógica e capacidade de aprender de um modo parecido com o da mente humana. O ChatGPT, tema de várias matérias do ExplodeBR, é um exemplo de ferramenta generativa dessa área.

Quando surgiu a inteligência artificial?

A ideia de máquinas que pensam ganhou forma na década de 1950, com Alan Turing em 1950 e a fundação da área como disciplina acadêmica em 1956. Os estudos práticos são mais recentes, mas os conceitos têm raízes antigas.

A inteligência artificial já está no celular?

Assistentes como Siri e Google Assistant aparecem entre os exemplos citados pela Wikipédia. No celular, o ChatGPT também oferece bloqueio de chats com Face ID, Touch ID ou o desbloqueio nativo do aparelho.

Por que a inteligência artificial gera debate?

Segundo a Wikipédia, o surgimento da IA generativa avançada trouxe discussões sobre consequências não intencionais no presente e preocupações com os riscos das máquinas no futuro. Esses temas impulsionam debates globais sobre regras voltadas para a segurança e os benefícios da tecnologia.

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Comentários

4 respostas a “Inteligência artificial: guia com dicas de uso e cuidados”

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