Apontada como mandante da morte de Camila Regina é presa em Alagoas

Apontada como mandante da morte de Camila Regina é presa em Alagoas

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Foto: Norbert Nagel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma ex-funcionária de uma academia em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, foi detida pela Polícia Civil sob suspeita de ter encomendado a morte da gata comunitária Camila Regina. A informação está na reportagem publicada pelo Cães&Gatos, que adaptou material do g1.

Foragida desde o fim de semana

A mulher estava foragida desde a sexta-feira (30). O Ministério Público de Alagoas (MPAL) fez o pedido, e naquele dia a Justiça determinou a prisão preventiva.

Segundo a polícia, ela não foi encontrada no endereço informado inicialmente. Só depois de diligências no interior do estado os agentes a localizaram. Em seguida, ela foi levada ao sistema prisional.

O crime no bairro Ponta Verde

O caso aconteceu em 29 de agosto, dentro de um estabelecimento fitness no bairro Ponta Verde, em Maceió. Segundo a Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA), a mulher é apontada como a responsável por ordenar o crime. Já um segundo ex-colaborador teria aplicado os golpes que mataram o felino.

Camila Regina: Estrada de terra no campo, com um gato branco à frente e uma pessoa de costas caminhando ao longe
Estrada de terra no campo, com um gato branco à frente e uma pessoa de costas caminhando ao longe. Foto: Горбунова М.С. / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Camila Regina vivia nas imediações do local e recebia comida e cuidados de moradores da vizinhança e de clientes. Quando ela sumiu, no fim de agosto, uma das protetoras da região desconfiou de violência e registrou o boletim de ocorrência que deu início às apurações.

O que as imagens mostraram

As câmeras internas do estabelecimento ajudaram a reconstruir a sequência do ataque. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem prendeu o animal em um saco plástico para provocar asfixia. Depois, desferiu pisões e golpes por cerca de cinco minutos, até a gata morrer.

Câmera de segurança tipo dome, branca, fixada no chão de um corredor interno, com luz amarelada
Câmera de segurança tipo dome, branca, fixada no chão de um corredor interno, com luz amarelada. Foto: Myotus / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As imagens também registraram a mulher recolhendo a embalagem com o corpo do animal e levando-a para fora da academia.

Posicionamento da academia e próximos passos

A administração do estabelecimento afirmou, em nota oficial, que afastou os dois funcionários assim que soube dos fatos e, em seguida, os demitiu. A empresa disse que não sabia do ocorrido com antecedência, que não autorizou as agressões e que forneceu registros para o inquérito. Ainda segundo a nota, a academia não é investigada nem acusada no processo.

Os dois suspeitos foram indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público à 10ª Vara Criminal da Capital. Os envolvidos são acusados de maus-tratos contra animais, com agravante por causa da morte do felino, delito enquadrado na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), já com as mudanças trazidas pela Lei Sansão.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário.

E você, acha que os responsáveis por esse tipo de crime deveriam receber penas mais duras? Deixe sua opinião nos comentários.

Como o caso começou a ser investigado

O caso começou com o desaparecimento repentino da gata Camila Regina no fim de agosto. Uma das protetoras da região desconfiou de violência e registrou o boletim de ocorrência que deu início às apurações. A Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA) conduziu as investigações, que apontam a ex-funcionária como mandante do crime.

Perguntas frequentes sobre Camila Regina

Quem era Camila Regina?

Camila Regina era uma gata comunitária que vivia nas imediações da academia, no bairro Ponta Verde, em Maceió. Ela recebia comida e cuidados de moradores da vizinhança e de clientes do estabelecimento. Quando ela sumiu, no fim de agosto, uma das protetoras da região desconfiou de violência e registrou o boletim de ocorrência. Esse registro deu início às apurações sobre o caso.

Quem são os suspeitos no caso Camila Regina?

A Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA) aponta a ex-funcionária como mandante do crime. Um segundo ex-colaborador teria aplicado os golpes que mataram o felino. Os dois foram indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público à 10ª Vara Criminal da Capital. Ambos são acusados de maus-tratos a animais, com agravante pela morte da gata.

Como o caso chegou à Justiça?

A Justiça expediu o mandado de prisão preventiva na sexta-feira (30), a pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL). Como a mulher não estava no endereço informado, os agentes a localizaram após diligências no interior do estado. Ela foi levada ao sistema prisional. Já a denúncia do Ministério Público foi apresentada à 10ª Vara Criminal da Capital, onde os dois suspeitos respondem ao processo.

Qual é o enquadramento legal da acusação no caso Camila Regina?

Os acusados são processados por maus-tratos contra animais, com agravante por causa da morte do gato, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A norma tem as alterações da Lei Sansão, citada pela reportagem. Na nota oficial, a academia afirmou que afastou os dois funcionários assim que soube dos fatos e, em seguida, os demitiu. A empresa disse que não sabia do ocorrido com antecedência, não autorizou as agressões e forneceu registros para o inquérito. Segundo a nota, o estabelecimento não é investigado nem acusado no processo.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

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