Foto: Jason Puddephatt / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Esteban Ocon foi afastado pela Haas do GP do México e, agora, deu a sua versão do caso. De acordo com a matéria do UOL, o francês admitiu que houve um bate-boca nos bastidores da escuderia. Ele, porém, negou que o caso tenha terminado em agressão física contra o chefe do time, Ayao Komatsu.
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A decisão veio na manhã de sábado (31), antes do terceiro treino livre. A Haas anunciou que Ryo Hirakawa, japonês reserva, assumiria o carro pelo restante do fim de semana. A equipe não explicou o motivo da troca.
Ocon fala nas redes e nega violência
Nas redes sociais, o piloto publicou um comunicado para esclarecer a situação. Ele reconheceu que houve uma divergência de pontos de vista na noite de sexta-feira (30), o que levou a uma discussão entre as partes envolvidas. Ao mesmo tempo, disse que rejeita “categoricamente” qualquer alegação de que tenha havido violência física para resolver o impasse.

Ocon também condenou qualquer tipo de agressão. Ele afirmou que desentendimentos devem ser resolvidos com profissionalismo, respeito e compreensão mútua. Por fim, pediu que especulações fossem evitadas enquanto o caso estiver sendo tratado, e prometeu novas atualizações no momento certo. Ele chegou a falar contra “a violência em todas as suas formas”.
O que teria acontecido nos bastidores
De acordo com o jornal francês L’Équipe, a briga de ideias começou depois do segundo treino livre, na sexta-feira. Durante a atividade, Ocon reclamou pelo rádio de uma mudança na programação de pneus definida pela equipe. Segundo a publicação, a situação piorou depois, com uma discussão entre o francês e Komatsu.
A imprensa da França chegou a levantar a possibilidade de um confronto físico, mas o piloto negou essa versão. A Haas, por sua vez, não apresentou nenhum esclarecimento sobre o episódio. Até aqui, o silêncio do time deixa o caso mais nebuloso.
Futuro de Ocon e a estreia de Hirakawa
Ainda segundo o SporTV, Ocon deixou o México logo após o desentendimento. Não há confirmação de que ele volte a pilotar no GP de São Paulo, próxima etapa do calendário. Também não se sabe se ele disputará as corridas que faltam na temporada pela Haas.
Enquanto isso, Hirakawa segue como o escolhido para o carro no México. Com 32 anos, o nipônico já tinha disputado o primeiro treino livre na sexta-feira. Ele faz sua estreia em uma corrida de Fórmula 1 neste domingo (1º), e a pressão sobre ele não é pequena.
Quem é Esteban Ocon na Fórmula 1
Segundo a Wikipédia, Esteban Ocon nasceu em Évreux, na França, em 17 de setembro de 1996. Sua estreia na Fórmula 1 aconteceu pela Manor Racing, no GP da Bélgica de 2016, em substituição a Rio Haryanto.

Ocon fez parte do programa de desenvolvimento de pilotos da Mercedes. Ele entrou para a equipe em tempo integral como piloto reserva em 2019. Em 1º de agosto de 2021, venceu o Grande Prêmio da Hungria pela Alpine, sua primeira vitória na categoria.
Antes da Fórmula 1, ele foi campeão da Fórmula 3 Europeia em 2014, defendendo a Prema Powerteam. Naquela temporada, venceu nove corridas e somou 478 pontos, 58 a mais que o vice, o britânico Tom Blomqvist.
Infância no kart e início de carreira
Ocon começou no kart aos nove anos e venceu três campeonatos nacionais. Segundo a Wikipédia, a família dele é de classe média e precisou vender a própria casa e viver em uma van para financiar a carreira. Anos depois, o piloto afirmou que, sem o apoio da Mercedes, estaria “fritando hambúrgueres no McDonalds”.
Na Fórmula Renault, Ocon foi para os monopostos em 2012, na Eurocopa de Fórmula Renault 2.0. Ele subiu ao pódio em seu circuito em casa, Paul Ricard, e venceu na mesma pista no ano seguinte. Em 2013, terminou em terceiro no campeonato, com 159 pontos, atrás de Pierre Gasly, seu velho rival do kart, que foi o campeão.
Na infância, Ocon cresceu perto de Charles Leclerc, Anthoine Hubert e Pierre Gasly, que se chamavam de “Os Quatro Mosqueteiros”. Ele e Gasly se afastaram na adolescência. Hubert perdeu a vida num acidente durante a corrida da Fórmula 2 em Spa-Francorchamps, no ano de 2019.
Ocon também manteve a amizade com Lance Stroll. Ele já saiu em defesa do canadense quando este era alvo de ataques de torcedores, na época em que Lawrence Stroll, pai do piloto, comprou a equipe pela qual Ocon corria e, com isso, tirou dele a chance de disputar a Fórmula 1.
O México em números
Segundo a Wikipédia, o México é uma federação de 31 estados e da Cidade do México, a capital. Com população estimada em 126 milhões de habitantes para 2020, é o 11.º país mais populoso do mundo.
Em 1524, a Cidade do México foi erguida sobre o local onde ficava a antiga capital asteca, Tenochtitlán-México. A Espanha conquistou o território em 1521, e a independência só foi reconhecida em 1821.
O país tem 31 lugares reconhecidos como Patrimônios Mundiais da UNESCO, o primeiro número da América. Em 2023, recebeu 38,33 milhões de turistas internacionais e foi o país mais visitado da América Latina.
Esteban Ocon e o caso na Haas em resumo
A sequência do fim de semana tem três datas. Na sexta-feira (30), veio a discussão, depois do segundo treino livre. No sábado (31), a Haas anunciou a troca antes do terceiro treino. No domingo (1º), Ryo Hirakawa faz sua estreia em uma corrida de Fórmula 1.
A versão de Esteban Ocon veio por um comunicado nas redes sociais. A Haas, até aqui, não apresentou esclarecimentos sobre o episódio, e a imprensa francesa levantou a hipótese de confronto físico, que o piloto nega.
Já a Haas, de acordo com o UOL, terá o brasileiro Rafael Câmara como piloto fixo na Fórmula 1 a partir de 2027.
E você, acha que a Haas deveria dar uma explicação oficial sobre o caso antes do GP de São Paulo?
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