Sono dos pets: quando o descanso de cães e gatos pede atenção

Sono dos pets: quando o descanso de cães e gatos pede atenção

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Foto: Heylenny / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O sono dos pets é essencial para a saúde física e mental de cães e gatos. Segundo reportagem do caesegatos.com.br, o descanso ajuda a repor energia, participa do desenvolvimento cognitivo e ajuda a fixar a memória.

Por isso, observar como o bichinho descansa pode revelar sinais que merecem atenção. Trocar o dia pela noite, miar ou latir de madrugada e acordar várias vezes são exemplos de mudanças que precisam ser investigadas.

Quantas horas cada pet precisa dormir?

Não existe um número único de horas de sono que sirva para todos. A necessidade de descanso muda conforme a fase da vida, a idade, o porte e a rotina do animal.

A veterinária Rayanne de Moura Silvestre, que tem pós-graduação em Clínica Médica de Cães e Gatos e em Neurologia de Pequenos Animais, afirma que não há como definir um número exato de horas de sono, já que diversos elementos atuam ao mesmo tempo. Para ela, “o sono proporciona melhora no desenvolvimento cognitivo e memória”, além de ligar-se à reposição de energia.

Filhotes e idosos dormem mais?

Em geral, filhotes e animais idosos costumam dormir mais que os adultos, embora as diferenças individuais sejam grandes. Nos filhotes, o descanso sustenta o desenvolvimento do sistema nervoso e a fixação de aprendizados.

Já nos idosos, a redução da atividade física pode mexer na rotina de sono. Mesmo assim, dormir mais nem sempre é consequência natural da idade. Por isso, a avaliação deve levar em conta o comportamento habitual de cada animal.

Como funciona o sono dos animais

O sono é um processo fisiológico em que o animal percebe menos os estímulos ao redor, sem perder a consciência de forma definitiva. Ele se divide em fases, classificadas pela atividade elétrica do cérebro: a transição da vigília para o sono, o sono NREM (de ondas lentas) e o sono REM.

No sono NREM, a frequência cardíaca e a respiração tendem a cair em relação ao estado de vigília. Essa etapa ajuda na recuperação do organismo e na consolidação das memórias.

No sono REM, os olhos se movimentam rapidamente e os músculos relaxam. Nessa fase, podem aparecer movimentos das patas, da face e das orelhas. Esses sinais, sozinhos, não mostram o que o animal sonha.

Quando o descanso vira alerta

Ruídos, temperatura inadequada, estresse, ansiedade e mudanças na rotina podem causar despertares frequentes. Segundo a veterinária, quando o ambiente quebra a continuidade do sono, o corpo não consegue repor energia nem realizar seus mecanismos, e o hormônio do estresse aumenta.

sono dos pets: Cão de pelagem tigrada dormindo enrolado sobre uma manta cinza, com coleira vermelha
Cão de pelagem tigrada dormindo enrolado sobre uma manta cinza, com coleira vermelha. Foto: Pittigrilli / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Doenças e dores também mexem com o sono. Pets com desconforto podem ficar inquietos, vocalizar e ter dificuldade para dormir a noite toda. Em outros casos, demoram mais para acordar.

Entre as condições que pedem cuidado está a síndrome da disfunção cognitiva canina, um quadro neurodegenerativo ligado ao envelhecimento. Ela costuma ser comparada à doença de Alzheimer em humanos e pode alterar o ciclo de sono e vigília.

Outros sinais que não podem passar batido

Dormir sobretudo durante o dia, ficar acordado à noite ou despertar sem parar são sinais que devem ser avaliados. Nos idosos, a queda da atividade pode ser esperada, mas mudanças acentuadas no sono não devem ser atribuídas automaticamente à idade.

Outros comportamentos também valem atenção. Urinar fora do lugar habitual ou ter dificuldade para encontrar o pote de ração podem indicar problemas que justificam investigação com um médico-veterinário. Como resume a especialista, “qualquer alteração no padrão de sono é importante avaliar”.

Como ajudar o pet a descansar melhor

A recomendação é oferecer um local tranquilo, escuro e com temperatura confortável. Reduzir barulhos e outros fatores que possam interromper o sono também faz diferença.

Cão de pelo preto encaracolado dormindo de barriga para cima numa cama macia creme, com peitoral azul
Cão de pelo preto encaracolado dormindo de barriga para cima numa cama macia creme, com peitoral azul. Foto: Wolfmann / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Acompanhar a rotina de descanso ajuda a perceber mudanças persistentes cedo. Assim, fica mais fácil buscar avaliação profissional quando necessário.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

E você já notou alguma mudança no sono do seu pet? Conta aqui nos comentários como foi.

Por que o sono é tão antigo entre os animais

Conforme a Wikipédia, o hábito de dormir é algo que se manteve quase intacto ao longo da evolução dos animais, e seu surgimento pode ter ocorrido há centenas de milhões de anos. Seus propósitos e mecanismos ainda são objeto de pesquisas em andamento.

Cachorro de pelagem branca e clara dormindo enrolado sobre o chão de terra batida
Cachorro de pelagem branca e clara dormindo enrolado sobre o chão de terra batida. Foto: High Contrast / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 de)

No geral, a mesma fonte diz que o relógio circadiano interno promove o sono à noite. Durante o sono, a maioria dos sistemas do corpo fica em estado anabólico, o que ajuda a restaurar os sistemas imunológico, nervoso, esquelético e muscular.

Como o sono NREM e o REM aparecem no corpo

De acordo com o caesegatos.com.br, quando o bicho está prestes a cair no sono, ele vai se acalmando e passa a reagir menos ao que acontece à sua volta. O NREM, conhecido como sono de ondas lentas, participa também da regulação fisiológica do organismo.

No REM, além dos movimentos rápidos dos olhos e do relaxamento muscular, podem ocorrer alterações na frequência cardíaca e na respiração, segundo a mesma fonte.

Sinais além do sono que também pedem olhar

A médica-veterinária Rayanne de Moura Silvestre afirma que a avaliação não se limita ao sono. Segundo o caesegatos.com.br, alterações de comportamento que não envolvem o sono também devem ser observadas.

Acompanhar os hábitos de descanso ao longo de todas as fases da vida ajuda a reconhecer sinais precoces de desconforto, segundo a fonte.

Perguntas frequentes sobre sono dos pets

Quantas horas por dia o sono dos pets deve durar?

Não existe uma quantidade única de horas de sono que sirva para todos os cães e gatos. Segundo a médica-veterinária Rayanne de Moura Silvestre, é difícil dizer um número exato, porque fatores como fase da vida, idade, porte e estilo de vida atuam ao mesmo tempo. Filhotes e idosos tendem a dormir mais que adultos, mas as diferenças individuais são grandes.

Quais mudanças no sono dos pets merecem ida ao veterinário?

Dormir sobretudo durante o dia, ficar acordado à noite, despertar várias vezes e trocar o dia pela noite são sinais que devem ser avaliados. Urinar fora do local habitual ou ter dificuldade para encontrar o pote de ração também podem indicar problemas que justificam investigação com um médico-veterinário.

O sono dos pets muda com a idade?

Filhotes e animais idosos costumam dormir mais que os adultos. Nos filhotes, o descanso sustenta o desenvolvimento do sistema nervoso. Em animais mais velhos, a diminuição dos movimentos pode alterar a forma como dormem, porém passar mais tempo deitado não é, necessariamente, uma decorrência normal da idade.

Os movimentos durante o sono mostram o que o pet sonha?

Durante o sono REM, podem aparecer movimentos das patas, da face e das orelhas. Segundo a veterinária Rayanne de Moura Silvestre, esses sinais, isoladamente, não permitem determinar o conteúdo de eventuais sonhos dos animais.

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