Foto: Carlos Delgado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Vai ter sertanejo no Rock in Rio? Roberto Medina, fundador do festival, já colocou o assunto no radar — e não é de hoje. Em 2024, o evento fez uma tímida aposta no gênero durante o Dia Brasil, mas agora a conversa ficou mais séria. “A pergunta é: por que não?
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O sertanejo é o gênero mais tocado no Brasil”, afirmou Medina durante entrevista no Rock in Rio 2026. Roberta Medina, vice-presidente da Rock World (empresa que comanda o festival), também deixou a porta aberta: “Será que vem sertanejo? Vamos ver”, respondeu em tom de quem já está meio que decidido.
A repercussão foi imediata. Segundo o G1, especialistas de música logo começaram a dar seus palpites — e unanimidade mesmo só tem um nome: Ana Castela no Palco Mundo.
Por que Ana Castela é a favorita?
Marcão, do portal Blognejo, não deixou dúvida: “A Ana é a artista com maior relevância junto ao pop. Mesmo com as controvérsias recentes envolvendo Barretão, o fato é que o show dela é o que mais se conecta com a cultura atual do Rock in Rio”. O detalhe que impressiona? “Ela é uma artista rara da geração atual que se dedica a incorporar elementos pouco usuais no sertanejo durante suas apresentações, como um balé mais próximo do pop”.

Renato Sertanejeiro completou a deixa: “O último álbum dela entrou no Grammy Latino e está bem rock pop”. Ou seja, ela já anda pelas trilhas do festival sem nem estar lá.
Luan Santana e outros nomes citados na conversa
Luan Santana apareceu em quase todas as listas dos especialistas. Marcão explicou: “Ele conversa muito bem com artistas de outros gêneros musicais. É alguém que realmente tem condições de integrar o Palco Mundo de forma sólida, com uma apresentação de grande envergadura, com produção de alto padrão, de tecnologia avançada”.

No Palco Sunset — aquele dedicado a tributos e encontros inéditos — especialistas sugeriram nomes como Daniel, Leonardo e Panda. O colunista Mauro Ferreira fez uma sugestão que chamou atenção: Daniel & Leonardo reunidos especialmente para reviver o repertório de Tonico & Tinoco. Outra opção? Uma homenagem a Tião Carreiro & Pardinho reunindo Zezé Di Camargo & Luciano e Victor & Leo no palco.
A abertura que a comunidade sertaneja esperava
Para Marcos Bernardes, o anúncio de Medina já era esperado. “O festival já se abriu para gêneros que antes não tinham espaço, como pagode, forró e brega”. Mas com o sertanejo a história foi outra: “A gente só viu o festival abrir esse espaço quando Chitãozinho e Xororó se apresentaram em 2024. Só que o show foi meio que apenas protocolar”.
Marcão foi categórico ao dizer que bastaria o Medina “fazer uma pesquisa um pouco maior no mercado da música” para perceber essa demanda. Segundo ele, haverá várias indicações favoráveis e certamente o evento sairá daquela limitação que o público carioca historicamente mantém, “que é de não abrir tanto espaço para o sertanejo”.
Um “match” de culturas que faz sentido
Renato Sertanejeiro não vê problema nenhum na proposta: “A música sertaneja é a música popular brasileira. O Brasil é multicultural e esse match de culturas é legal”. Para ele, a ideia de um dia especial dedicado ao sertanejo agregaria para ambas as partes. “Acho que pegar um dia especial e fomentar isso com o público sertanejo seria agregador para o Rock in Rio”.

O colunista Mauro Ferreira complementou: “Desde o começo em 1985, o Rock in Rio se notabilizou por trazer vários gêneros musicais no line-up. Como o festival tem repercussão nacional e a música sertaneja é consumida em todos os rincões urbanos e rurais do Brasil, esse encontro precisa acontecer na edição de 2028”. Ele também acredita que Ana Castela e Luan Santana “têm condições de apresentar grandes espetáculos inéditos no Palco Mundo, sem nada a dever em termos técnicos a qualquer artista internacional”.
Country também entra no radar do festival
Roberto Medina não focou só no sertanejo. Segundo o G1, o fundador também colocou o country no radar do evento: “O country é um gênero muito bacana. Então é uma coisa que está no meu radar”. Mas Medina deixou claro que ainda não pensou nisso de forma objetiva. A abertura, porém, já sinalizou que a diversidade musical do festival pode ganhar novos contornos.
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