Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)
Este guia reúne as matérias do ExplodeBR sobre comportamento pet. É voltado a tutores de cães e gatos que querem entender sinais de alerta, a rotina em casa e cuidados do dia a dia. Os temas estão agrupados por assunto, com link para cada matéria completa.
Neste artigo
Comunicação: como cães e gatos entendem você
Cães e gatos captam sinais como tom de voz, postura e gestos. Segundo a médica-veterinária Líbia Cristina Franco, eles associam sons a sequências do dia a dia, e não traduzem frases inteiras. Por isso, comandos curtos e usados sempre do mesmo jeito facilitam o aprendizado. Um tom bravo pode fazer o animal se encolher por medo, e não por culpa. Veja os detalhes em Seu cão entende tudo o que você fala.

Com gatos, a leitura também depende de voz e expressão. Em um estudo citado pela médica-veterinária Paula Castro, os felinos se aproximavam diante de sinais de alegria e se afastavam diante de vozes rígidas. Os feromônios também transmitem sinais de medo no ambiente. Mais detalhes em Seu gato realmente consegue ler você.
Emoções e bem-estar do pet
Segundo a matéria, a Declaração de Consciência, de 2012, afirma que mamíferos como cães e gatos têm circuitos capazes de vivenciar consciência. Jaak Panksepp identificou sete sistemas emocionais comuns aos mamíferos: busca, raiva, medo, desejo, cuidado, pânico e brincadeira. Por isso, comportamentos como lamber a porta ou miar à noite devem ser vistos como sinais do que o animal sente. Leia mais em O pet que sente: neurociência revela a vida emocional do seu companheiro.
Para avaliar bem-estar, a matéria cita o Modelo dos Cinco Domínios, de David Mellor. Ele inclui nutrição, ambiente, saúde, comportamento e estado mental. Bem-estar, nesse modelo, vai além de não sentir dor e inclui prazer e experiências positivas. Como exemplo, um gato confinado por 12 horas, sem poder caçar ou subir em móveis, pode mostrar lambedura excessiva e eliminação fora da caixa de areia.
Ansiedade de separação e latidos ao sair de casa
Latido sem parar, destruição de objetos e xixi fora do lugar podem indicar transtorno de separação. Segundo o site Cães e Gatos, pesquisas citadas pela matéria mostram que cerca de 90% dos cães sentem desconforto longe da família. A diferença principal está na duração: um cão comum costuma latir por alguns minutos. Quando há transtorno, os latidos podem durar horas.
Juliana Gil, presidente da Associação Brasileira de Medicina Veterinária Comportamental, explica que alguns cães reagem de forma passiva, deixando de comer e de beber. Veja o texto completo em Quando seu cão começa a latir sem parar ou destrói tudo quando você sai de casa.
A matéria também aponta que o transtorno pode surgir após a perda de um companheiro canino de convivência longa. Não é correto dizer que algumas raças são mais predispostas. O comportamento depende de genética, experiências na infância e desenvolvimento.
Mais de um cão: petiscos e disputas
Itens demorados de mastigar costumam gerar disputa em casas com mais de um cão. A disputa raramente começa com rosnado. Antes, aparecem pausa na mastigação, corpo rígido ou cabeça baixada sobre o objeto. Observar esses sinais ajuda a agir mais cedo. Entre as orientações do PetsNews estão oferecer os itens em pontos separados e usar barreira física ou outro cômodo.
A matéria também alerta que comprar dois objetos iguais nem sempre resolve, porque cada cão pode dar valor diferente a cada um. Não se deve punir o rosnado, pois ele avisa que a situação ficou desconfortável.
Esse tema aparece em GoldeN Tasty chega com 70% de carne e duas versões para cães, que também traz a porção diária, de 1 a 8 unidades conforme o peso do animal.
Alimentação: recusa de ração e petiscos
Recusar um tipo de alimento é diferente de perder o apetite. Na recusa seletiva, o cão deixa a ração, mas aceita petiscos ou comida caseira. Já a queda geral de apetite vem acompanhada de apatia, perda de peso e outras mudanças. Antes de tratar o caso como capricho, o veterinário deve investigar causas clínicas, como dor na boca e problemas dentários. Quando essas causas são descartadas, a palatabilidade e as características da ração entram na análise. Detalhes em Cão seletivo com comida: entenda por que seu pet rejeita a ração.

Segundo a gerente de informação veterinária Priscila Rodrigues, o próprio tutor pode reforçar a recusa. Isso acontece ao oferecer petiscos com frequência, trocar a ração sempre que o cão recusa ou dar opções mais saborosas. A saída indicada é a consistência: manter a mesma alimentação e os mesmos horários.
Cães e gatos: diferenças no dia a dia
Cães e gatos reagem de forma diferente à chegada de um estranho. Cães costumam buscar interação com o pet sitter nas primeiras visitas. Gatos podem ficar escondidos e quietos, e isso não indica doença. A pet sitter Eduarda Back Ferreira de Oliveira orienta não forçar a interação com o gato e respeitar o espaço dele.
A higiene também muda: cães usam passeios ou tapetes higiênicos, e gatos dependem da caixa de areia limpa. O enriquecimento ambiental segue caminhos distintos. Gatos se beneficiam de estímulos ligados à caça, e cães, de brincadeiras e atividades com o olfato.
Veja mais em Pet sitter profissional: por que cuidar de gato não é a mesma coisa que cuidar de cachorro.
Sobre a espécie felina, a matéria de curiosidades diz que gatos bebem pouca água de forma espontânea, herança de ancestrais que se hidratavam com as presas. Por isso, a recomendação é oferecer alimentos úmidos e mais de uma fonte de água. Os gatos também não sentem o sabor doce e avaliam a comida pelo olfato. O texto ainda afirma que dormir cerca de 20 horas por dia é normal. Veja em Curiosidades sobre gatos que ajudam a entender melhor o seu felino.
Adoção de cães idosos
Cães idosos já têm a personalidade formada. Segundo a matéria, eles costumam compreender as regras básicas de convivência, controlar os esfíncteres e não mastigar móveis. Abrigos e protetores podem informar o temperamento do animal, como se ele é sociável com outros pets ou se aceita crianças. Animais adultos e idosos vindos de abrigos costumam chegar vacinados, vermifugados e castrados, segundo o CRMV-SP. A matéria também cita a convivência com um cão calmo como fator de bem-estar. Leia em Adotar um cão idoso é salvar uma vida.

Saúde que pede avaliação do veterinário
Algumas mudanças de comportamento podem ter causa clínica. Na dermatite atópica canina, o prurido exige plano de tratamento individual. A dermatologista Romeika Reis afirma que a doença se manifesta de formas diferentes em cada cão. Como o controle costuma ser longo, a segurança do tratamento pesa na escolha. Detalhes em Quando o prurido do cão não é só coceira: dermatite atópica exige tratamento personalizado.
Em gatos, um teste positivo para FIV ou FeLV não leva automaticamente ao tratamento antirretroviral. A avaliação considera sintomas, doenças secundárias, alterações no sangue e a qualidade de vida do animal. Para gatos com FeLV progressiva e sem sintomas, a matéria diz que as diretrizes atuais não recomendam tratamento antiviral de rotina. Leia em FIV e FeLV em gatos: quando o tratamento antirretroviral realmente faz sentido.
Comportamento animal: o que a ciência chama de comportamento
Na teoria de sistemas, define-se comportamento como aquilo que se vê como reação diante de um estímulo. Segundo a Wikipédia, nos animais ele envolve essencialmente instintos e hábitos aprendidos. Atualmente, reconhece-se que natureza e ambiente contribuem juntos para a formação do animal.
Reflexo e ação voluntária: duas classes de comportamento
Segundo a Wikipédia, os comportamentos se dividem em respondente e operante. O respondente, ou reflexo, é involuntário e depende de componentes físicos do corpo, como glândulas e sistema nervoso autônomo. O operante é voluntário, como comer ou falar, e é controlado pelas suas consequências.
Insetos quase não aprendem e nascem com quase toda a informação de que precisam para sobreviver. Já os mamíferos precisam conviver com outros indivíduos, ao menos durante a infância, para absorver as conquistas acumuladas pelas gerações que os antecederam.
Behaviorismo: a psicologia do comportamento observável
O behaviorismo começou com John Broadus Watson, que em 1912 iniciou o movimento, segundo a Wikipédia. A proposta era observar apenas atos, gestos e reações, deixando de lado a introspecção. O método usado é a extrospecção, ou observação exterior.
Perguntas frequentes sobre Comportamento pet
O que é comportamento pet?
É a forma como cães e gatos reagem ao que acontece ao redor. Na teoria de sistemas, comportamento é a resposta observável de um estímulo. Por isso, o tutor observa sinais como tom de voz, postura e gestos para entender o animal.
Quando uma mudança no comportamento pet pede avaliação veterinária?
Algumas mudanças podem ter causa clínica, por isso vale procurar o médico-veterinário. Na recusa de ração, por exemplo, o veterinário deve investigar causas como dor na boca e problemas dentários antes de tratar o caso como capricho.
Latir ao sair de casa sempre é sinal de problema?
Um cão comum costuma latir por alguns minutos. Quando há transtorno de separação, os latidos podem durar horas. Segundo o site Cães e Gatos, cerca de 90% dos cães sentem desconforto longe da família.
Como o gato reage a diferentes tons de voz?
Em um estudo citado pela médica-veterinária Paula Castro, os felinos se aproximavam diante de sinais de alegria e se afastavam diante de vozes rígidas. Os feromônios também transmitem sinais de medo no ambiente.
Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.
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