CEO da Nothing critica iPhone dobrável da Apple e o chama de “cilada financeira”

iPhone Duo dobrável é "cilada" por US$ 2 mil

Foto: Ka Kit Pang / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O tão aguardado iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, ainda não chegou às lojas, mas já tem um inimigo declarado. Carl Pei, CEO do Nothing, não poupou palavras ao qualificar o aparelho como um “desperdício de dinheiro” — especialmente pelo preço de US$ 1.999. Segundo o Canaltech, o executivo apontou em um vídeo recente dois grandes furos no projeto que justificam sua fúria: a ausência do Face ID e uma bateria de comprometimentos nas câmeras.

A polêmica do Face ID que não está lá

Pei fez uma provocação bem direta: um smartphone que custa quase dois mil dólares deveria trazer o sistema de reconhecimento facial que virou marca registrada da Apple desde o iPhone X. Parece razoável, né? Mas a Apple tinha seus motivos.

CEO do Nothing: Três smartphones alinhados sobre superfície branca: iPhone 6s, 8 Plus e X
Três smartphones alinhados sobre superfície branca: iPhone 6s, 8 Plus e X. Foto: freestocks.org from Olsztyn, Poland / Wikimedia Commons (CC0)

O segredo está na espessura. O iPhone Duo mede apenas 5,2 milímetros quando aberto — e é aí que a conta não fecha. Os componentes do sistema TrueDepth, aquele sofisticado conjunto de câmeras e sensores infravermelhos, simplesmente não cabem nesse espaço apertado. Mas tem mais: um celular dobrável pode ser usado tanto aberto quanto fechado, o que forçaria a Apple a garantir reconhecimento facial funcionando nas duas configurações. Isso é um quebra-cabeça que a gigante de Cupertino aparentemente preferiu não resolver agora.

As câmeras que ficaram para trás

A segunda linha de ataque de Carl Pei é ainda mais contundente. O iPhone Duo chegaria com uma câmera frontal de apenas 12 MP — nada de especial quando o iPhone 18 Pro ostenta 18 MP no mesmo espaço. A diferença salta aos olhos (e ao sensor).

Smartphone iPhone com câmeras traseiras múltiplas, logo Apple visível, cor cinzenta
Smartphone iPhone com câmeras traseiras múltiplas, logo Apple visível, cor cinzenta. Foto: Farragutful / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Mas as concessões não param por aí. O dobrável teria dispensado o sensor LiDAR, aquela tecnologia laser que mede profundidade e ajuda em fotografias em ambientes escuros. Também não contaria com uma lente telefoto dedicada — aquela que permite fotografar distante com zoom óptico de verdade, não aquele zoom digital fraco. E, como se não bastasse, o Duo deixaria de lado os controles profissionais de câmera que fotógrafos exigem, como ajustes manuais de velocidade do obturador e abertura.

Tudo isso leva a uma conclusão óbvia: a Apple aparentemente sacrificou a qualidade fotográfica no altar da magreza e da dobrabilidade. Prioridades diferentes de um smartphone convencional de categoria premium — e é justamente esse tipo de concessão que faz o choro de Pei fazer sentido.

O que sobra de premium no iPhone Duo

Nem tudo são más notícias pra quem pensa em gastar R$ 21.999 a R$ 30.999 (valores brasileiros). O aparelho traz o chip A20 Pro, tela com ProMotion de 120 Hz com suporte a conteúdo sempre ativo e um vinco praticamente imperceptível no painel — detalhes que mostram engenharia de ponta em outros departamentos.

A questão que fica no ar é se esses trunfos compensam as quedas em câmera e segurança. Rumores indicam que a Apple já sabe disso: versões futuras do dobrável (a gente aposta que só na terceira geração) devem trazer Face ID e telefoto. Por enquanto, é o que é.

Quando chega (e quanto custa)?

A pré-venda do iPhone Duo abre as portas no dia 16 de outubro, com lançamento oficial uma semana depois, no dia 23. Quem sobreviver à espera vai ter a chance de colocar R$ 21.999 a R$ 30.999 na mesa (dependendo da configuração) e descobrir se as criticas de Pei fazem sentido na mão — ou se a Apple conseguiu um milagre de engenharia que justifica o preço apesar dos compromissos.

Quem é Carl Pei e por que sua crítica importa

Carl Pei é o CEO da Nothing, uma fabricante de smartphones. Como líder de uma marca concorrente, suas críticas ao iPhone Duo ganham relevância quando apontam falhas num dispositivo premium.

Três smartphones com telas coloridas e logo Android, representando tecnologia de celulares dobrável
Três smartphones com telas coloridas e logo Android, representando tecnologia de celulares dobrável. Foto: The photo: Own work

The logos: Google LLC / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A estratégia de preço e o impacto da concorrência

O preço de US$ 1.999 não é arbitrário: coloca o iPhone Duo no segmento de premium absoluto, competindo com aparelhos de alto padrão de outras marcas. Segundo o Canaltech, Pei questiona se as especificações oferecidas — mesmo com o chip A20 Pro e tela ProMotion de 120 Hz — justificam tamanho investimento quando faltam recursos esperados nessa faixa de valor.

O futuro: Apple pode corrigir o tiro?

A Apple não ignora as críticas. Conforme o Canaltech reporta, rumores indicam que Face ID e lente telefoto poderiam chegar nas gerações futuras do dobrável — a partir da terceira versão.

Perguntas frequentes sobre CEO do Nothing

As críticas do CEO do Nothing têm base técnica?

Sim. O CEO do Nothing apontou limitações reais: a câmera frontal de apenas 12 MP (inferior aos 18 MP do iPhone 18 Pro), ausência de sensor LiDAR, falta de lente telefoto e controles manuais de câmera. Essas são concessões de engenharia documentadas, não opinião.

O iPhone Duo vai receber as melhorias que o CEO do Nothing pediu?

Segundo rumores citados pela imprensa, Face ID e lente telefoto poderiam chegar em futuras gerações do dobrável — a partir da terceira versão. Por enquanto, o modelo que sai em 23 de outubro mantém essas ausências.

Qual é a prioridade da Apple ao desenvolver o iPhone Duo segundo as críticas?

A Apple aparentemente priorizou a espessura e a dobrabilidade do aparelho em detrimento de recursos fotográficos e de segurança. O dispositivo mede apenas 5,2 milímetros quando aberto, o que explicaria por que Face ID não cabe nos componentes internos e por que câmeras foram reduzidas em comparação aos modelos convencionais premium da marca.

Na sua opinião, faz sentido pagar quase dois mil dólares em um flagship dobrável sem Face ID e câmeras reduzidas, ou a bronca do CEO do Nothing é de cair o queixo?

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