Dieta rica em proteína afeta o intestino? Veja quando há risco e os cuidados

Dieta rica em proteína afeta o intestino? Veja quando há risco e os cuidados

Foto: Joegoauk Goa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A resposta curta é que depende. Segundo a coloproctologista Dra. Aline Amaro, em reportagem do Saúde em Dia, a proteína não é vilã, porque ajuda na formação de músculos e tecidos. O efeito de uma dieta rica em proteína sobre o intestino depende da quantidade consumida, da origem dos alimentos e de como o prato como um todo está montado.

O que pesa nessa conta

Uma dieta com muita proteína vinda de carnes processadas, alimentos gordurosos e ultraprocessados é bem diferente de outra que distribui proteínas de boa qualidade ao longo do dia. Frutas, verduras, legumes e outras fontes de fibra também mudam o impacto no organismo.

dieta rica em proteína: Filé de peixe com crosta dourada, vagens, limão e molho amarelo em prato branco
Filé de peixe com crosta dourada, vagens, limão e molho amarelo em prato branco. Foto: Prayitno / Thank you for (12 millions +) view from Los Angeles, USA / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Por isso, a médica afirma que a escolha dos alimentos importa tanto quanto a quantidade de proteína. Peixes, ovos e aves com menos gordura aparecem como boas opções, mas não existe uma fonte ideal igual para todas as pessoas.

Quando os sintomas merecem atenção

Mudanças na alimentação podem coincidir com desconfortos no intestino, e a reação varia de pessoa para pessoa. Em quem tem doença inflamatória intestinal, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, alguns alimentos podem intensificar distensão abdominal, gases, cólicas ou diarreia, sobretudo quando a doença está em atividade.

Nesses casos, o caminho não é cortar grupos alimentares nem reduzir a proteína por conta própria. A avaliação precisa considerar se o incômodo vem da quantidade de proteína, do tipo de fonte, da gordura da refeição, de suplementos, de adoçantes ou da própria doença.

Como montar uma alimentação que você tolere bem

O objetivo, de acordo com a especialista, não é uma dieta extremamente restritiva. A meta é uma alimentação nutricionalmente adequada e bem tolerada por cada pessoa. Durante as crises da doença inflamatória, pode haver perda de peso e de massa muscular, o que aumenta a necessidade de proteínas.

Já o mesmo portal, em outra reportagem sobre prisão de ventre, lembra que fibras, hidratação e atividade física contribuem para o funcionamento do intestino. A mesma matéria aponta que a constipação atinge de 11% a 37% das pessoas que tratam a obesidade.

Quando procurar um médico

Se o desconforto persistir, procure avaliação médica e nutricional. Os sinais que merecem mais atenção são:

  • piora recorrente dos sintomas após mudanças na alimentação;
  • prisão de ventre frequente ou recorrente;
  • sangramento, perda de peso sem explicação ou dor intensa.

Quem está começando uma rotina de exercícios ou mudando a dieta deve conversar com um médico ou nutricionista antes de dar o primeiro passo.

Por que a proteína ganhou espaço na dieta

Conforme o Saúde em Dia, a ingestão alta de proteína tem atraído cada vez mais pessoas que querem perder peso, desenvolver musculatura ou sentir fome por menos tempo. A reportagem lembra que a resposta depende de vários fatores, e não de uma regra única.

A Dra. Segundo Aline Amaro, esse nutriente tem papel importante na reparação dos tecidos e na conservação da massa muscular. Na visão dela, o que costuma causar problemas não é apenas o excesso de proteína, e sim a quantidade consumida, o tipo de alimento escolhido e o equilíbrio do prato como um todo.

Prisão de ventre e o uso de laxantes

A prisão de ventre pode afetar a qualidade de vida e, quando não é manejada corretamente, comprometer a adesão ao tratamento, segundo o Saúde em Dia. Os laxantes, porém, ainda são cercados de dúvidas sobre dependência e efeitos no organismo. Essas dúvidas podem levar algumas pessoas a adiar a busca por tratamento.

Filé de salmão grelhado com salada, abacate, tomate-cereja e limão em prato branco
Filé de salmão grelhado com salada, abacate, tomate-cereja e limão em prato branco. Foto: DanaTentis / Wikimedia Commons (CC0)

Segundo o gastroenterologista Dr. Eduardo Antônio André, o constrangimento pode levar algumas pessoas a conviver com os sintomas por longos períodos sem buscar ajuda. Para ele, a informação baseada em evidências ajuda o paciente a entender quando procurar orientação médica.

A reportagem orienta respeitar a dose recomendada pelo profissional de saúde e seguir as orientações da bula. Quando usados dessa forma, muitos laxantes podem ser indicados para a constipação ocasional.

Perguntas frequentes sobre dieta rica em proteína

A dieta rica em proteína afeta o intestino?

Depende. Segundo a Dra. Aline Amaro, o efeito depende da quantidade, da origem dos alimentos e da composição geral da dieta. Ela afirma que a proteína não é vilã. Uma alimentação baseada em carnes processadas, alimentos gordurosos e ultraprocessados, porém, é bem diferente de outra que distribui proteínas de boa qualidade ao longo do dia.

Salada de legumes e milho com ovos cozidos em fatias, numa forma de alumínio
Salada de legumes e milho com ovos cozidos em fatias, numa forma de alumínio. Foto: Halima Waziri / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quais fontes de proteína a médica cita?

A médica cita peixes, ovos, aves e outras fontes com menor teor de gordura como alternativas possíveis. Ela ressalta, porém, que não existe uma única fonte ideal para todas as pessoas. A escolha deve respeitar a tolerância de cada paciente, e o restante do prato, com frutas, verduras e legumes, também faz diferença.

Dieta rica em proteína exige cuidado com doença inflamatória intestinal?

Nesse grupo, a avaliação é individual. Segundo a Dra. Aline Amaro destaca que a alimentação precisa caminhar junto com o tratamento da doença e jamais tomar o lugar do acompanhamento feito pelo médico. Por isso, o paciente não deve retirar grupos alimentares nem reduzir a proteína por conta própria ao sentir algum desconforto.

Prisão de ventre e canetas emagrecedoras têm relação?

Prisão de ventre aparece entre as reações que podem surgir com o uso de canetas para emagrecer, de acordo com o Saúde em Dia. A reportagem aponta que, quando a condição não é manejada corretamente, pode comprometer a adesão ao tratamento. Hidratação, fibras e atividade física seguem entre as medidas citadas.

Conteúdo informativo, não substitui orientação de profissional de saúde. Fonte oficial vinculada na matéria.

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