Foto: Solen Feyissa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Procurar por dicas de emagrecimento e alimentação saudável no TikTok e no Instagram virou rotina para milhões de pessoas — e é justamente aí que mora o perigo. Segundo pesquisa publicada no Journal of Technology in Behavioral Science, quase 7 em cada 10 vídeos com essas mensagens trazem informações falsas ou enganosas, especialmente quando vêm de criadores sem formação na área da saúde.
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O estudo analisou 300 publicações nessas plataformas entre maio de 2025, usando hashtags populares como #healthylifestyle, #nutrition e #cleaneating. O resultado foi preocupante: 68% dos vídeos apresentavam conteúdo considerado impreciso ou deliberadamente enganoso.
O que aparece (e o que incomoda) nesses vídeos
Entre as publicações examinadas, 36% promoviam um padrão alimentar específico, enquanto 67% focavam na ideia de alimentação “limpa” ou “saudável”. Suplementos e os chamados superalimentos apareceram em aproximadamente 75% dos vídeos — uma presença massiva que nem sempre vem acompanhada de respaldo científico.

Em metade dos vídeos, a comida saudável era tratada como moda ou modo de viver, deixando de lado a visão prática da nutrição. Isso muda completamente a forma como a mensagem chega ao espectador.
Instagram e TikTok não são iguais — mas ambas têm problemas
A pesquisa encontrou diferenças importantes entre as duas plataformas. No Instagram, 78% dos vídeos analisados continham alguma forma de objetificação do corpo — foco exagerado na aparência física como medida de sucesso. No TikTok, esse número foi de 48%.
O Instagram também exibiu muito mais conteúdo mostrando apenas corpos magros e musculosos: 70,7% dos vídeos apresentavam esse padrão, contra 47,3% no TikTok. Já a rede de vídeos curtos investiu mais em exercícios aeróbicos e conectou saúde a uma visão ampla de bem-estar — uma abordagem mais saudável, pelo menos nesse aspecto.
O risco que poucos mencionam: ortorexia nervosa
Os pesquisadores também procuraram sinais de ortorexia nervosa — aquela preocupação excessiva com alimentos “puros” ou “saudáveis” que leva a regras alimentares rígidas e sofrimento quando elas são quebradas. Esse tipo de conteúdo estava presente nesses vídeos, o que é preocupante porque pode influenciar pessoas a desenvolver relações prejudiciais com a comida.
Quem sabe, de verdade, o que está falando?
Aqui está um número que merecia estar em toda matéria sobre o assunto: entre conteúdos publicados por pessoas com formação profissional real (nutricionistas, médicos, educadores físicos certificados), 45,5% foram considerados precisos. Entre influenciadores sem qualificação, apenas 4,7% tinham informações corretas.

Essa diferença gigantesca revela que não é só uma questão de opinião ou interpretação — é uma questão de conhecimento técnico e responsabilidade.
As pessoas confiam, mas desconfiam — e ainda assim compartilham
Um segundo estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), trouxe mais um dado curioso: mais de 1 em cada 5 usuários de redes sociais relata tomar decisões sobre saúde com base no que vê nessas plataformas.
Ao mesmo tempo, quase 80% dos usuários acham que as informações de saúde nessas redes são falsas ou enganosas. Apesar dessa desconfiança generalizada, cerca de 85% já publicou ou compartilhou conteúdos pessoais ou gerais sobre o tema — criando um ciclo onde desinformação continua se espalhando mesmo com a suspeita de que seja falsa.
Como se proteger dessa enxurrada de desinformação
A aparência de autoridade nem sempre significa que o conselho tenha respaldo científico real. Sem revisão editorial, qualquer vídeo pode circular livremente, mesmo com recomendações incorretas. Por isso, especialistas sugerem alguns cuidados práticos:

- Verifique a formação de quem produz o conteúdo — procure por credenciais claras;
- Desconfie de promessas rápidas de emagrecimento ou transformação garantida;
- Busque informações sobre alimentação e saúde em fontes científicas e instituições reconhecidas, não apenas em redes sociais;
- Consulte um médico ou nutricionista antes de fazer qualquer mudança radical na sua alimentação, especialmente se envolve dietas restritivas ou suplementos.
Alimentação saudável não é uma tendência passageira — é um investimento na sua qualidade de vida, disposição e independência. Merece orientação séria, não just um vídeo bonitão com muitas visualizações.
Por que redes sociais viram o lugar errado para buscar conselho sobre dieta
A diferença de qualidade entre quem sabe falar sobre alimentação é gritante. Segundo o estudo divulgado, criadores com formação profissional real — nutricionistas, médicos e educadores físicos certificados — conseguem produzir conteúdo correto em 45,5% das vezes. Entre influenciadores sem qualificação, esse número cai para apenas 4,7%. Nenhuma revisão editorial controla o que passa pelas redes sociais, então qualquer vídeo, independente da precisão, circula livremente.
O paradoxo das redes sociais: as pessoas desconfiam, mas compartilham mesmo assim
Um levantamento publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) revelou um comportamento contraditório dos usuários. Quase 80% deles acreditam que as informações sobre saúde nessas plataformas são falsas ou enganosas. Apesar disso, cerca de 85% já publicou ou compartilhou algum conteúdo pessoal ou geral sobre o tema. Enquanto isso, mais de 1 em cada 5 usuários admite tomar decisões de saúde com base no que vê nas redes.
Sinais de alerta: o que procurar antes de seguir um conselho de alimentação
Conteúdo que trata comida saudável como tendência passageira, promete resultados muito rápidos ou celebra apenas um tipo de corpo merece desconfiança. Especialistas indicam verificar sempre a formação de quem produz o vídeo, procurar informações em fontes científicas reconhecidas e consultar um profissional antes de fazer mudanças radicais na alimentação. Ortorexia nervosa — a obsessão prejudicial com comidas “puras” — é um risco real que aparece frequentemente nesses conteúdos.
O que mais se pergunta sobre redes sociais
Por que redes sociais têm tanto conteúdo falso sobre dieta?
Porque não existem filtros editoriais nas plataformas. Qualquer pessoa publica qualquer coisa, independente de ter formação ou não. A pesquisa analisou 300 vídeos e encontrou 68% com informações imprecisas ou deliberadamente enganosas, principalmente vindos de criadores sem qualificação na área da saúde.
Como identificar um conselho confiável sobre alimentação em redes sociais?
Procure sempre a credencial de quem fala: nutricionista registrado, médico, educador físico com certificação real. Desconfie de promessas rápidas ou muito fáceis. Se o conteúdo foca apenas na aparência física em vez da saúde geral, é sinal de alerta. Antes de fazer qualquer mudança radical, converse com um profissional de verdade.
Quantas pessoas realmente tomam decisões de saúde baseadas em redes sociais?
Mais de 1 em cada 5 usuários admite fazer isso. Simultaneamente, quase 80% desconfia das informações que vê sobre saúde nessas plataformas. Mesmo com essa desconfiança, cerca de 85% já compartilhou conteúdo do tipo, criando um ciclo onde a desinformação continua se espalhando.
Disclaimer: Conteúdo informativo, não substitui orientação de profissional de saúde. Fonte oficial vinculada na matéria.
E você, já caiu numa dica de dieta de rede social que não funcionou? O que o deixou desconfiado?
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