Lei contra carne de cão entra em vigor na Coreia do Sul e resgata 70 animais

Coreia do Sul proíbe carne de cão e resgata 70 animais

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Foto: Havu Pellikka / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A organização Humane World for Animals executou uma operação histórica que representa o fim de dez anos de atuação direta na Coreia do Sul. Mais de 70 cães foram libertados de um estabelecimento de criação voltado ao mercado de carne canina em Gangjin, na região sudoeste — uma ação impressionante diante das condições desumanas a que os animais estavam submetidos.

Entre os resgatados de gaiolas enferrujadas estavam cães da raça Jindo nativa, pastores alemães, cruzamentos de corgi com husky, e ainda animais de pequeno e médio porte. O estabelecimento, administrado por um idoso de 80 anos que assinou termo para encerrar as atividades, chegou a abater até mil cães por ano, mantendo os animais em condições severas de privação.

Uma vitória que vinha de longe

O resgate marca a última grande intervenção da ONG no solo sul-coreano antes da vigência completa de uma lei que elimina definitivamente esse setor. Uma legislação aprovada de forma unânime pela Assembleia Nacional da Coreia do Sul entrou em vigor, determinando a proibição do abate, da criação e da venda de cães destinados ao consumo humano a partir de 7 de fevereiro de 2027, com punição que pode chegar a dois anos de cadeia.

Coreia do Sul: Cão branco deitado em piso de pedra, descansando em dia ensolarado
Cão branco deitado em piso de pedra, descansando em dia ensolarado. Foto: Kreuzschnabel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A mudança legal tem base concreta: segundo dados do Ministério da Agricultura da Coreia do Sul, 82% dos criadouros registrados já cessaram as operações, com apenas poucas centenas ainda em funcionamento. O colapso acelerado do mercado de carne de cão reflete uma transformação cultural significativa na Coreia do Sul — levantamentos recentes mostram que 86% dos sul-coreanos recusam consumir carne de cão.

Do resgate ao lar definitivo

Todos os cães libertados passaram por avaliação clínica completa e foram testados para detectar doenças respiratórias imediatamente após saírem do local. Para cumprir as exigências rigorosas do transporte internacional, o protocolo sanitário determina a vacinação contra raiva, cinomose, parvovirose, hepatite, leptospirose, parainfluenza e gripe canina.

Nas próximas semanas, os animais serão levados para abrigos e lares de passagem nos Estados Unidos e no Canadá, onde poderão ser adotados permanentemente por famílias interessadas nesses países. Agora, as organizações internacionais voltam seus esforços para garantir que a lei seja cumprida no país e eliminar essa prática também em outras nações asiáticas, como Vietnã, Indonésia, Índia e China.

O fim acelerado da indústria de carne canina

A Coreia do Sul já caminha para o encerramento total dessa prática. Dados do Ministério da Agricultura revelam que 82% dos criadouros registrados interromperam as atividades, restando poucas centenas em funcionamento. Essa queda abrupta começou bem antes da lei entrar em vigor, mostrando que a indústria já enfrentava pressão social significativa. Pesquisas atuais revelam que 86% dos sul-coreanos rejeitam a ingestão de carne de cão, número que comprova a evolução profunda da sociedade ao considerar cães como animais de companhia.

Pastor alemão deitado em grama, saudável e bem cuidado
Pastor alemão deitado em grama, saudável e bem cuidado. Foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Cão branco com coleira vermelha sentado na areia da praia
Cão branco com coleira vermelha sentado na areia da praia. Foto: Rhododendrites / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O próximo capítulo da luta na Coreia do Sul e além

Após este resgate, considerado a última grande operação da ONG no território sul-coreano, as organizações internacionais voltaram o foco para fiscalizar o cumprimento integral da lei. O trabalho agora se concentra em garantir que a proibição seja respeitada nos próximos anos até 2027 e além.

Perguntas e respostas sobre Coreia do Sul

Quando entra em vigor a lei contra carne de cão na Coreia do Sul?

A Lei Especial entra em vigor integral em 7 de fevereiro de 2027. A medida recebeu aprovação unânime da Assembleia Nacional e impede o abate, a criação e a venda de cães destinados ao consumo humano, com castigo de até dois anos de cadeia para os infratores.

Quantos criadouros ainda funcionam na Coreia do Sul?

Restam poucas centenas de criadouros em operação na Coreia do Sul. Segundo dados do Ministério da Agricultura, 82% dos criadouros registrados já encerraram as atividades, refletindo o colapso acelerado da indústria de carne canina no país antes mesmo da lei entrar em vigor oficialmente.

Qual é a opinião da população da Coreia do Sul sobre carne de cão?

A rejeição ao consumo de carne de cão é praticamente unânime: segundo pesquisas atuais, 86% dos sul-coreanos não aprovam essa prática. Essa mudança radical de atitude mostra uma transformação cultural profunda na relação entre a sociedade e os animais de companhia, consolidando os cães como animais de estimação e não como fonte alimentar.

Para onde os 70 cães resgatados na Coreia do Sul vão?

Nas próximas semanas, os cães seguirão para abrigos e casas temporárias nos Estados Unidos e no Canadá. Após a recuperação completa e vacinação, ficarão disponíveis para adoção definitiva por famílias locais nesses dois países, garantindo um lar permanente para cada um dos animais.

Qual era a capacidade de abate do criadouro resgatado na Coreia do Sul?

O estabelecimento em Gangjin, administrado por um idoso de 80 anos, chegava a abater até mil cães por ano. Os animais viviam em gaiolas enferrujadas sob condições severas de privação antes do resgate realizado pela Humane World for Animals.

Quais raças de cães foram encontradas no resgate?

Havia entre os resgatados exemplares da raça Jindo original, pastores alemães, cruzamentos de corgi e husky, além de cães de pequeno e médio porte. A diversidade de raças mostra a amplitude da operação realizada no criadouro.

Quantos anos a ONG atuou na Coreia do Sul antes deste resgate?

A Humane World for Animals encerrou uma década de intervenções diretas no país com esta operação. O resgate é considerado a última grande ação da organização no território sul-coreano antes da lei entrar em vigor integral em 2027.

Conteúdo informativo, não substitui avaliação de médico-veterinário. Fonte oficial vinculada na matéria.

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Comentários

3 respostas a “Lei contra carne de cão entra em vigor na Coreia do Sul e resgata 70 animais”

  1. […] Coreia do Sul proíbe carne de cão e resgata 70 animais […]

  2. […] legais globais estão transformando a proteção animal. Na Coreia do Sul, uma lei proibiu o abate, criação e venda de cães para consumo humano, com vigência completa em 2027 e punição de até dois anos de cadeia. Essa legislação reflete […]

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