Foto: bahianoticias / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Duas décadas depois de Glória Pires e Tony Ramos transformarem a comédia de troca de corpos num fenômeno do cinema brasileiro, “Se Eu Fosse Você 3” chega aos cinemas apostando na próxima geração — e o desafio é e-norme. Cleo Pires e Rafael Infante herdam os papéis que agora pertencem a Bia e Aquiles, filhos do casal icônico, vivendo exatamente a mesma loucura de trocar de corpo que marcou a história da família. Nada de pressão, certo?
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O segredo por trás da troca de corpos
Em entrevista ao Fantástico, os protagonistas revelaram como conseguem fazer aquela brincadeira funcionar: observar cada detalhe do colega antes das câmeras rolarem. Cleo contou que a fase mais desafiadora das filmagens foi justamente alternar entre representar Bia de verdade e depois “virar” Aquiles — com todos os trejeitos, a forma de falar e os gestos de Rafael embutidos na personagem.

Rafael, por sua vez, destacou que o objetivo era longe de caricaturas baratas. Eles queriam que o público realmente acreditasse na situação. A técnica? A mesma usada nos dois filmes anteriores: estudar o outro ator como se fosse uma aula particular de personalidade.
Amizade que nasceu antes das câmeras
A parceria entre Cleo e Rafael começou antes mesmo de “ação” ser gritado pela primeira vez. Cleo admirava o trabalho do colega, e essa admiração genuína se transformou em amizade — exatamente o que você precisa quando um ator tem que ficar o tempo inteiro fingindo ser o outro. O entrosamento ficou tão sólido que acabou naturalmente na tela, onde cada um não apenas interpreta seu personagem, mas também a personalidade completa do companheiro.

Mensagem além da risada
Mas “Se Eu Fosse Você 3” não é só aquela comédia descontraída. Segundo Cleo, o conceito de troca de corpos em “Eu Fosse Você” atua como um chamado para vivenciar a realidade sob outro ponto de vista, funcionando basicamente como um exercício de empatia embrulhado em uma comédia. A atriz encara os desafios e mudanças da vida como oportunidades de aprendizado e classificou a situação dos personagens menos como uma maldição e mais como uma bênção.

Um legado de quase 10 milhões de ingressos
Pra você ter ideia da importância dessa franquia: o primeiro “Se Eu Fosse Você”, lançado em 2006, levou mais de 3,5 milhões de pessoas aos cinemas. Três anos depois, a sequência superou os 6 milhões de espectadores. Somados, os dois filmes venderam quase 10 milhões de ingressos — um dos maiores fenômenos do cinema nacional. A aposta agora é conseguir reproduzir esse êxito ao colocar uma nova geração de personagens como protagonistas da trama.
E você, o que acha? Cleo consegue preencher o vácuo deixado por Glória Pires nesse papel? Comenta pra gente nos comentários!
Quando começou a atuação de Cleo no cinema
Cleo não é estreante em grandes telas. De lá para cá, participou de produções como “Meu Nome Não é Johnny”, “Lula, o Filho do Brasil” e “O Tempo e o Vento”, consolidando sua trajetória nas telonas antes de assumir o legado de “Se Eu Fosse Você”.
Cleo carrega legado familiar ao tomar a frente da franquia
Na infância, ela não queria ser artista justamente porque via a imprensa invadindo a privacidade de seus pais. Agora, com uma carreira sólida construída por suas próprias escolhas, ela segue os passos de sua mãe em uma franquia que ajudou a definir o cinema cômico brasileiro.
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