Foto: VIVA / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
A pré-estreia de Se Eu Fosse Você 3 virou um encontro de reencontro no Cinemark do Shopping Iguatemi, em São Paulo, na noite desta terça (6), e segundo a Revista Quem, o clima foi de festa de verdade — famosos prestigiaram o filme de Anita Barbosa que traz de volta Cleo Pires, Gloria Pires, Rafael Infante e Tony Ramos no elenco principal, além de Paulo Rocha e Fefe Schneider em papéis marcantes.
Neste artigo
A narrativa acompanha Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Gloria Pires) durante a lua de mel, enquanto a filha deles, Bia (Cleo Pires), enfrenta problemas no romance com Aquiles (Rafael Infante). Ele quer ser pai; ela quer seguir focada na carreira — e é aí que a mágica acontece de novo: um raio volta a cair na família, fazendo o casal mais jovem literalmente se colocar um no lugar do outro e aprender lições que só quem troca de pele consegue absorver.
Fefe Schneider chega pra “bagunçar” a vida de Cleo
Fefe abriu o jogo sobre sua participação especial e não economizou no charme: “Foi muito especial estar nessa trilogia que marcou o cinema brasileiro. Mas a minha personagem chega pra dar uma confusão na vida da Cleo, e vai ser engraçado porque eu sou bem metidinha, bem nojenta. A atriz garante que seu personagem terá apenas uma “participaçãozinha bem fofinha e ruim” para Cleo em alguns momentos, o que promete cenas dramáticas temperadas com humor.
Inspiração que transcende as cenas
Cleo não poupou elogios ao seu parceiro Rafael Infante. “O Rafael tem uma coragem e uma liberdade com a criatividade que eu acho essencial para a arte. “Toda vez que eu dou uma nas minhas, eu lembro do Rafa e falo: ‘Não, vamos limpar o filtro, vamos deixar sair o que tem que chegar’”, contou, evidenciando que a colaboração foi além do que foi filmado.
Ela também explicou o coração do filme: a troca entre os personagens não é sobre estereótipos de gênero, mas sobre aquelas duas pessoas, aquelas personalidades específicas aprendendo a se entender. Segundo ela, sua mãe, o Tony e Anita, que é diretora, insistiam que a dinâmica não precisa obrigatoriamente envolver um casal heterossexual. É a troca entre situações e personalidades”, completou Cleo.
Paulo Rocha e o “sonho de ator”
O ator português não deixou sua emoção de lado. Para ele, contracenar com Tony Ramos e Gloria Pires foi além do que qualquer sonho poderia trazer: “Acho que é o sonho de todo ator brasileiro e português. Mas depois se revela ser muito mais do que imaginamos. O ator destacou que trabalhar com profissionais daquela qualidade é enriquecedor, especialmente quando a relação evolui para amizade, “porque é só somando, é só ganhando”.
No filme, Paulo vive Pierre, um maître de mesa que fala com sotaque francês e é amigo da personagem de Cleo. “O Pierre é um personagem delicioso que a Anita foi construindo conosco. É muito divertido, e foram dias muito bem passados dando vida a ele”, finalizou o ator português.
Rafael Infante descobre afeição genuína
Rafael também se rendeu ao encanto de trabalhar ao lado de Cleo: “O que eu peguei foi o afeto com que ela fez o filme. Cleo é uma pessoa muito inteligente e elegante, fiquei bem admirado por ela e muito feliz de ser amigo dela”. Detalhe que não passa despercebido: essa admiração ultrapassou as gravações.

Tony e a escolha de não revisitar o passado
Tony Ramos surpreendeu ao contar que não assistiu aos dois primeiros filmes antes de retornar como Cláudio. “Preferi não. Como eu tinha meu imaginário sobre o que tinha feito, com a Glorinha, não quis visitar novamente. Até porque passa no Telecine e sou surpreendido com cenas”, brincou, mencionando que recentemente foi pego de surpresa pela cena do futebol do segundo filme. “Optei por deixar minha imaginação trabalhar a partir do lugar onde estamos agora — a filha com problema, o genro — em vez de revisitar o passado”, explicou.
Gloria Pires faz o inverso: revisita antes de voltar
Já Gloria tomou o caminho oposto. “Eu fui olhar o 1 e o 2, porque se passaram 20 anos, né? Muita coisa aconteceu, fiz muitas coisas. Sentia que precisava revisitar esses trabalhos para trazer a essência da personagem”, contou a atriz.
Pra ela, manter a ponte entre a Helena de 20 anos atrás e a personagem agora era essencial. “É a mesma família, só que o tempo passou. Nós mudamos com o tempo, e a personagem também. Precisava dessa ponte pra não perder a essência dela”, finalizou.
A trilogia que marcou geração
A primeira obra de Se Eu Fosse Você foi lançada há duas décadas, consolidando a franquia como marca importante do cinema brasileiro. Fefe Schneider reforçou a relevância: “Estar nessa trilogia que marcou o cinema brasileiro é muito importante para mim”, afirmou a atriz em entrevista à Revista Quem.

Duas estratégias opostas para revisitar personagens
Antes de retornar, o elenco adotou caminhos diferentes. Tony Ramos optou por não rever os filmes anteriores: “Preferi deixar minha imaginação trabalhar a partir do lugar onde estamos agora — a filha com problema, o genro — em vez de revisitar o passado”. Gloria Pires fez o inverso, assistindo aos dois primeiros longas. “Se passaram 20 anos, muita coisa aconteceu. Precisava revisitar esses trabalhos para trazer a essência da personagem”, explicou à Revista Quem.

Leia também

Deixe um comentário