
Matthew Rhys beijou não um, mas dois troféus do Emmy 2026 na noite desta segunda-feira (14) — e se tornou o primeiro homem a ganhar duas das principais categorias de atuação na mesma premiação. A façanha sozinha já seria sensacional, mas ela foi só o começo de uma noite que repercutiu como a mais emocionante dos últimos tempos.
A série cômica que não deixou barato
“O Segredo de Widow’s Bay” chegou à premiação como grande favorita entre as comédias e não decepcionou ninguém — muito pelo contrário. A série levou seis troféus, o maior número da noite, consolidando seu domínio absoluto na categoria.
Entre os prêmios, a série cômica de terror ganhou nada menos que melhor comédia, melhor ator (Matthew Rhys, obviamente), melhores atores coadjuvantes (Stephen Root e Kate O’Flynn) e ainda faturou nas categorias de melhor direção e roteiro. Foi um varrido que caiu na boca do povo.
O que chamou atenção é que a série chegou à premiação já vencedora — tinha conquistado oito prêmios técnicos anunciados nos dias 5 e 6, mesmo ficando atrás de “Hacks” no número total de indicações. Ou seja: qualidade em primeiro lugar.
Jean Smart não deixou margem de dúvida
Mas nem tudo foi para “O Segredo de Widow’s Bay”. Jean Smart ganhou como melhor atriz em comédia por “Hacks” e fez história ao se tornar a primeira mulher a vencer um Emmy para cada uma das temporadas da sua série. Detalhe que não passou despercebido.
Smart ainda empatou com Julia Louis-Dreyfus e Cloris Leachman como recordistas históricas com oito Emmys no total. Uma marca que só essas três têm — e agora Jean Smart está no topo dessa lista feminina que fala muito sobre sua carreira de décadas.
Matthew Rhys escreve seu próprio recorde
Voltando ao galês que beijou dois troféus: Matthew Rhys não apenas venceu como melhor ator em comédia. Ele também faturou como melhor ator em minissérie por “The Beast in Me”, em uma das primeiras — e maiores — surpresas da noite que deixou todo mundo conversando.
A façanha de Rhys ganhou destaque especial porque nunca havia acontecido antes um homem vencer duas das principais categorias de atuação numa única cerimônia do Emmy. Histórico puro.
No drama, ‘The Pitt’ confirma, mas sem dominar
“The Pitt” chegou como favoritão absoluto entre os dramas — tinha nada menos que 25 indicações totais. E de fato confirmou o favoritismo ao vencer como melhor série de drama, com Noah Wyle levando melhor ator.
Mas aqui está o detalhe que deu o que falar: a série médica não foi dominante como se esperava. O próprio favoritismo imenso parece ter prejudicado “The Pitt” — em outras categorias de atuação coadjuvante, favoritos do elenco foram superados por Allison Janney (“The Diplomat”) e Tom Pelphrey (“Task”).
No fim, “The Pitt” ficou com duas categorias apenas — empatada com “Pluribus”, que saiu como grande ganhadora ao levar melhor atriz em drama (finalmente recompensando Rhea Seehorn) e melhor roteiro.
E mais surpresas que ninguém esperava
A britânica “Slow Horses” ganhou o prêmio aleatório anual com a melhor direção de drama — aquele troféu que toda hora tem uma série diferente levando, aparentemente sem lógica que o povo consiga acompanhar.
“DTF St. Louis” foi coroada como melhor minissérie ou antologia, enquanto “Traitor” ampliou seu reinado como melhor programa de competição. E a noite ainda marcou a despedida de “The Late Show With Stephen Colbert” como melhor programa de variedades — um adeus oficial que emocionou os fãs do talk show.
Mariska Hargitay brilhou na apresentação
A cerimônia teve apresentação de Mariska Hargitay, de “Law & Order: Special Victims Unit”, e ela fez um trabalho impecável ao representar o lado mais veterano da TV americana com carisma e bom humor genuíno.
A atriz brilhou em especial ao brincar com sua presença constante na televisão nas últimas duas décadas — fingindo não saber pronunciar “finale”, por exemplo. E sim, “Special Victims Unit” está prestes a estrear sua 28ª temporada e não mostra sinais de parar.
Os números musicais puxados por Hargitay tentaram fazer piada de clichês da mídia, mas honestamente não saíram do “cringe” — aquele incômodo que faz a gente desviar o olhar.
Uma premiação que correu contra o relógio
A maior premiação da televisão americana manteve um ritmo rápido e precisou tocar a deselegante música para cortar discursos bem poucas vezes. Tanto que chegou às três últimas categorias com quase um terço do tempo ainda sobrando para as três horas previstas.
Apesar da velocidade, tudo flui naturalmente — em parte graças ao bom trabalho de Hargitay e dos bons pareamentos de apresentadores, que em sua maioria eram representantes de algum marco histórico da TV. A cerimônia não pareceu acelerada demais, o que foi um ganho para quem estava acompanhando em casa.
Fonte: G1
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