Foto: Carolin von Petzholdt / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Quem olha as imagens aéreas do Morumbis nesta sexta-feira (30) entende logo o tamanho da festa. Segundo o g1, as cenas foram feitas pelo Globocop, da TV Globo, e mostram o público no segundo dia de shows do BTS em São Paulo.
O estádio, na Zona Sul da capital paulista, tem capacidade para 84 mil pessoas. Por volta das 17h, a plateia já tinha tomado as arquibancadas e o gramado em volta do palco. Do alto, dava para ver a concentração de gente em diferentes setores, além da estrutura montada para a turnê Arirang.
Correria na entrada e portões abertos cedo
A movimentação começou bem cedo. Já nas primeiras horas da manhã havia fila, e a entrada foi aberta às 8h. Só que uma das aberturas, na Avenida Padre Lebret, perto do Hospital Albert Einstein, registrou correria e confusão.
Imagens publicadas nas redes sociais revelam que a organização do evento e a Polícia Militar buscaram abrir o caminho de forma gradual. Depois, as barreiras foram abertas de forma mais ampla, e as pessoas passaram a correr e a se misturar com quem já estava na fila.
Sem acampamento e com as army bombs acesas
Este ano, por motivos de segurança, os admiradores não podem armar acampamento diante do estádio. A medida veio meses depois de um acampamento montado na Zona Sul em janeiro, quando o grupo de fãs esperava comprar ingressos em uma loja física. Aproximadamente dez dias mais tarde, pediram que eles saíssem do lugar, e as tendas foram retiradas.
Já por volta das 20h, no início da apresentação, o estádio apareceu tomado pelo público e iluminado pelas famosas “army bombs”, os bastões de luz oficiais dos fãs, conhecidos como light sticks. Eles conseguem ser coordenados com a luz e os recursos visuais do estádio, produzindo um show que segue o ritmo das canções.
Quem é o BTS e por que a ARMY é tão forte
Os sete integrantes do BTS são RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook, e juntos formam o grupo de K-pop que surgiu na Coreia do Sul em 2013. Os seguidores do grupo são conhecidos como ARMY e atuam nas redes sociais para espalhar canções, coordenar ações e dar suporte à banda.
O grupo lançou em março o disco Arirang, o primeiro de inéditas desde 2020. Os integrantes também voltaram recentemente do serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, um detalhe que deixou a expectativa ainda maior para os shows.
A fã que veio de Caxias do Sul
Nem todo mundo chegou ao Morumbis pelo mesmo caminho. Maria Margarete Boff, de 60 anos, saiu de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para ver o primeiro show, na quarta-feira (28). Ela foi com a irmã e com amigas que fazem parte de um grupo de fãs, e levou uma camiseta e um ursinho que representam o Suga, seu integrante favorito.
A ligação dela com o cantor vai além da admiração pela música. Em abril de 2024, durante uma depressão muito forte, ela estava sozinha em casa, de folga, quando colocou o BTS para tocar. Ainda não era tão fã, mas a música “Snooze”, de Agust D, projeto solo do Suga, chamou sua atenção.
Ao pesquisar a letra e acompanhar a tradução, ela encontrou uma mensagem de esperança que a marcou. Depois, foi conhecer a trajetória dos integrantes e descobriu que o Suga também enfrentou a depressão. Hoje, ela diz que o grupo salvou muita gente ao longo do tempo.
Da comunidade às ações sociais
Maria Margarete fundou, em junho, a comunidade ARMYs Life Goes On, como tributo aos artistas, e passou a planejar iniciativas de cunho social. O grupo já fez três iniciativas em Caxias do Sul: uma na Casa Joana d’Arc, outra na Casa Palmares, voltada para crianças, e mais uma em casas-lares.
A próxima ação vai acontecer depois do show, em Pernambuco, onde mora uma integrante do grupo. Na visão dela, essas iniciativas representam um jeito de prestar homenagem aos artistas, que também se dedicam a causas sociais.
Hanbok, mãe e filha e a expectativa para o show
Outras fãs também capricharam no visual. Luciana Rebeschini, de 50 anos e residente em São Paulo, optou por um hanbok, o traje típico da Coreia, a fim de render tributo aos integrantes e demonstrar curiosidade pela cultura local. Ela acompanha o grupo desde por volta de 2020 e disse estar “superansiosa” para o show.
Em Sorocaba, a história do BTS também passou de geração em geração. Adriana Fantin, de 50 anos, conheceu o grupo primeiro e apresentou à filha, Carla Fantin, de 35 anos, que também passou a gostar.
E você, já teve uma música que te ajudou a atravessar um momento difícil? Conta aqui nos comentários.
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