Emirados Árabes indicam diplomata Lana Nusseibeh como candidata à chefia da ONU

Diplomata dos Emirados Árabes quer liderar a ONU no lugar de Guterres

Foto: Lukasz Kobus / European Union / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Os Emirados Árabes Unidos lançaram um nome forte na disputa pela chefia da Organização das Nações Unidas. Segundo o Metrópoles, a diplomata Lana Nusseibeh foi indicada pelo governo emiradense nesta quarta-feira (21/10) como candidata ao cargo de secretária-geral da ONU.

O movimento surgiu porque os 15 integrantes do Conselho de Segurança da organização não conseguiram chegar a um entendimento nas consultas de 17 de outubro. Com essa indefinição, novos nomes começam a ganhar espaço na corrida pelo posto.

Quem é Lana Nusseibeh

A candidata não chega sem experiência. Nusseibeh trabalha como vice-ministra do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e já representou o país como embaixadora junto à ONU. Seu currículo mostra uma trajetória focada em negociações internacionais.

A diplomata defende que a organização passe por uma reformulação para voltar a ocupar um lugar central nas mesas de negociação global. “A ONU não foi concebida para simplesmente concordar com o mundo. Foi criada para ajudar o mundo a chegar a acordos. “É por isso que me candidato: para fazer aquilo que melhor sei fazer e tornar o entendimento algo que realmente valha a pena”, disse ao anunciar sua candidatura.

Uma candidata com apoio potencial

A força potencial da candidatura de Nusseibeh reside no possível apoio dos cinco países que têm assento permanente no Conselho de Segurança: China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos. Em teoria, esse apoio facilitaria bastante sua nomeação para o cargo.

Lana Nusseibeh: Mulher em traje profissional diante de fundo com estrelas douradas e azul, ambiente diplomático
Mulher em traje profissional diante de fundo com estrelas douradas e azul, ambiente diplomático. Foto: Jennifer Jacquemart / European Union / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Ainda assim, a disputa segue acirrada. Também disputam a posição de secretária-geral representantes da Costa Rica, Guiana, Argentina, Senegal, Uganda e Equador.

Pressão pela definição

O mandato do atual chefe da ONU, António Guterres, encerra em 31 de dezembro. Segundo diplomatas, a escolha do sucessor deve ser anunciada ainda nesta semana, o que coloca uma pressão considerável no processo de decisão do Conselho de Segurança.

O papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança da ONU possui 15 integrantes, dos quais cinco são membros permanentes com poder de veto: China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos, conforme explica a Wikipédia. Esses países têm responsabilidade direta sobre decisões de paz e segurança, incluindo a escolha do secretário-geral. O apoio desses cinco membros pode facilitar significativamente a aprovação de um candidato.

Sala de reuniões do Conselho de Segurança da ONU com assentos dispostos em semicírculo
Sala de reuniões do Conselho de Segurança da ONU com assentos dispostos em semicírculo. Foto: Patrick Gruban / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A candidatura de Lana Nusseibeh ganha força justamente pela possibilidade de contar com esse apoio estratégico. A falta de consenso entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança nas consultas de 17 de outubro abriu espaço para novos nomes entrarem na disputa.

Contexto histórico da ONU e suas reformulações

A Organização das Nações Unidas foi criada em 24 de outubro de 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Wikipédia. Iniciou com 51 Estados-membros e hoje conta com 193 países. Desde então, enfrentou desafios para manter sua relevância nas mesas de negociação internacional.

Prédio da Organização das Nações Unidas em Genebra, com bandeiras de países em primeiro plano
Prédio da Organização das Nações Unidas em Genebra, com bandeiras de países em primeiro plano. Foto: Ank gsx / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A proposta de reformulação defendida por Lana Nusseibeh vai ao encontro de um debate mais amplo sobre a modernização da organização. Seus objetivos incluem manter a segurança e a paz mundial, promover direitos humanos e auxiliar no desenvolvimento econômico, funções que exigem adaptação constante às mudanças do cenário geopolítico global. A escolha do próximo secretário-geral deve acontecer ainda nesta semana, conforme afirmam diplomatas, com o mandato do atual chefe, António Guterres, terminando em 31 de dezembro.

Lana Nusseibeh: perguntas e respostas

Qual é a experiência de Lana Nusseibeh em diplomacia?

Lana Nusseibeh atua como ministra-adjunta das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e anteriormente serviu como embaixadora do país perante a ONU. Sua trajetória se concentra em negociações internacionais e cooperação diplomática entre nações.

Por que Lana Nusseibeh se candidata ao cargo de secretária-geral da ONU?

Segundo sua declaração, ela defende que a ONU passe por uma reformulação para voltar a ocupar um lugar central nas mesas de negociação global. Ela busca fazer “aquilo que melhor sei fazer e tornar o entendimento algo que realmente valha a pena” na liderança da organização internacional.

Como o apoio dos membros permanentes do Conselho de Segurança afeta Lana Nusseibeh?

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos) têm poder decisivo na escolha do secretário-geral. Um candidato respaldado por esses países tem vantagem considerável no processo de seleção, em tese facilitando sua nomeação.

Qual é o prazo para a escolha do próximo secretário-geral?

O mandato do atual chefe da ONU, António Guterres, encerra em 31 de dezembro. Diplomatas afirmam que a escolha do sucessor deve ser anunciada ainda nesta semana, o que coloca pressão considerável no processo de decisão do Conselho de Segurança.

Quais outros candidatos disputam a posição de secretária-geral da ONU?

A disputa pelo cargo também conta com representantes da Costa Rica, Guiana, Argentina, Senegal, Uganda e Equador, além de Lana Nusseibeh. A indefinição entre os membros do Conselho de Segurança abriu espaço para que vários nomes concorressem à posição.

Como a falta de consenso no Conselho de Segurança abriu espaço para Lana Nusseibeh?

Os 15 membros do Conselho de Segurança não chegaram a um entendimento nas consultas de 17 de outubro, o que deixou a disputa em aberto. Essa indefinição permitiu que novos nomes, como o de Lana Nusseibeh, ganhassem espaço e fossem formalmente apresentados como candidatos viáveis.

E você, acha que uma reformulação da ONU sob nova liderança poderia trazer mudanças reais nas negociações internacionais?

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