Foto: User:Gloumouth1 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O Museu do Louvre está numa encruzilhada séria, e o alerta veio direto de quem manda lá. O presidente da instituição, Christophe Leribault, disparou nesta quarta-feira (14) que o museu mais visitado do mundo pode ter que “fechar suas portas ao público” se não botar em prática um plano gigantesco de reforma e modernização — e não é exagero: a aviação vem um ano após o roubo que mexeu com todo mundo.
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Pra contextualizar: no dia 19 de outubro de 2025, um bando de homens entrou em ação em plena luz do dia e conseguiu sair com várias joias da Coroa avaliadas em mais de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 500 milhões) em apenas oito minutos. Não é cena de filme, foi real — e marcou a tapa na cara da segurança de um lugar que recebe cerca de nove milhões de visitantes por ano, a maioria estrangeira.
O roubo que expôs tudo
Aquele roubo do dia 19 de outubro não foi só notícia: virou case mundial de falha de segurança. O incidente colocou a lupa em cima das vulnerabilidades do Louvre, mostrando que nem o museu mais famoso do planeta tava blindado contra essa situação. E agora, um ano depois, o diretor não tá deixando barato — tá falando em risco real de fechamento.
O plano de bilhões pra salvar o museu
Leribault conversou com a AFP e foi claro: o ambicioso projeto chamado “Louvre – Novo Renascimento”, apresentado pelo presidente Emmanuel Macron no comecinho de 2025, é “o único caminho se quisermos garantir o futuro” da pinacoteca e a segurança dela. Não rola fugir: “Precisamos de um grande plano para o Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, explicou o diretor, nomeado em fevereiro.
O tamanho dessa empreitada? Nada mais, nada menos que um bilhão de euros — uns R$ 5,6 bilhões em conversão rápida. O projeto inclui reforma do edifício e construção de uma nova entrada, e segundo Leribault em entrevista ao “Le Figaro”, vai levar “entre 12 a 15 anos” pra ficar pronto. Tem mais: o diretor admitiu que isso pode resultar num aumento no preço do ingresso, segundo informação do G1.
Os detalhes do roubo
Imagens inéditas divulgadas pela emissora francesa TF1 mostram exatamente como os criminosos agiram. Segundo o Portal Leo Dias, um assaltante encapuzado de preto com colete amarelo usava uma máquina para serrar a estrutura de proteção da Galeria de Apolo e depois desferiu socos no vidro. No total, oito peças foram levadas em cerca de sete minutos — o prejuízo foi avaliado em 88 milhões de euros (cerca de R$ 550 milhões). A coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, também foi retirada, mas encontrada danificada nas proximidades.

O grupo usou disfarce de funcionários: entrou por uma janela do 1º andar que não era blindada, quebrada com escada mecânica e caminhão. Saíram do museu em motos de alta potência por volta das 9h30 do dia 19 de outubro. A polícia francesa prendeu os suspeitos, mas os itens levados nunca foram encontrados.

A história e importância do Louvre para o mundo
O Louvre é bem mais antigo do que você pensa: começou como fortaleza nos séculos XII e XIII, construída pelo rei Filipe II para proteger Paris dos ingleses.

Segundo a Wikipédia, transformou-se em residência real no século XIV com Carlos V e depois ganhou o toque renascentista de Francisco I em 1546 — foi ele quem adquiriu a Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Quando Luís XIV escolheu Versalhes em 1682, o Louvre virou espaço para artistas. A Revolução Francesa o converteu em museu em 1793, com 537 pinturas.
Hoje, abriga cerca de 38 mil objetos de arte da pré-história ao século XXI em 72 mil metros quadrados.
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