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Comercial-PI rebate acusações de Júnior Cearense e nega participação no Caso Edinaldo

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O que é o “Caso Edinaldo”?

O Comercial-PI divulgou uma nota de esclarecimento na quinta-feira após acusações do técnico do 4 de Julho, Júnior Cearense, sobre o “Caso Edinaldo”. O episódio envolveu um volante que foi punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva enquanto defendia o Comercial-PI em 2025 e depois foi utilizado por outros clubes sem cumprir a suspensão pendente, prejudicando o 4 de Julho na disputa do Campeonato Piauiense Série B.

Comercial-PI nega má-fé e esclarece situação

Na nota, o presidente José Neto negou que o clube tenha agido de má-fé no episódio e afirmou que a equipe não teve qualquer participação na utilização do atleta após o encerramento do vínculo contratual. De acordo com o documento, Edinaldo deixou oficialmente os quadros do Comercial-PI em 1º de dezembro de 2025 e não foi emprestado ao Oeirense para a temporada de 2026.

O presidente reforçou que o clube sempre atuou com boa-fé, transparência e respeito às normas desportivas. Segundo a nota, após o encerramento do vínculo contratual, o atleta não mantinha qualquer relação contratual, administrativa ou desportiva com o Comercial-PI.

Responsabilidade dos novos clubes

Na manifestação, José Neto destacou que cabe ao novo clube realizar as devidas verificações e diligências quanto à situação do jogador perante órgãos competentes, especialmente antes de sua inscrição, escalação ou utilização em competições oficiais. Ele ressaltou que não houve empréstimo, cessão ou qualquer participação do Comercial-PI na utilização do atleta pelo Oeirense em 2026.

A acusação de Júnior Cearense

Um dia antes da nota do Comercial-PI, Júnior Cearense, técnico do 4 de Julho, criticou publicamente José Neto. O treinador afirmou que o presidente do Comercial-PI tinha conhecimento da punição pendente de Edinaldo e o acusou de agir de má-fé por não informar a situação ao atleta nem aos clubes pelos quais ele passou posteriormente.

Como tudo começou

O caso teve origem em uma punição recebida por Edinaldo quando defendia o Comercial-PI em 2025. Na partida entre Comercial-PI e Teresina, válida pelo Campeonato Piauiense Série B, o volante foi expulso com cartão vermelho direto após o apito final. De acordo com o relatório da súmula, ele participou de um tumulto entre jogadores na saída para os vestiários, chegando a empurrar o rosto de um adversário e proferindo ofensas contra atletas da equipe rival.

O Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) condenou Edinaldo a cumprir cinco partidas de suspensão e pagar multa de R$ 500 pela infração ao artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que é aplicado ao ofender alguém em sua honra. A condenação foi aplicada em 13 de novembro de 2025.

O prejuízo para o 4 de Julho

Em 2026, Edinaldo passou pelo Oeirense e disputou sete partidas do Campeonato Piauiense sem que a pendência disciplinar fosse identificada. Na sequência, acertou com o 4 de Julho e foi relacionado para a partida contra o Caiçara pela estreia do Campeonato Piauiense Série B.

Mesmo sem entrar em campo, Edinaldo ficou no banco de reservas, situação que motivou denúncia da Procuradoria do TJD-PI por suposta escalação irregular. O julgamento ocorreu em 15 de setembro, e o Tribunal puniu o 4 de Julho com a perda dos três pontos conquistados na vitória sobre o Caiçara e aplicou multa de R$ 1,5 mil.

Fonte: ge.globo.com

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