Comercial-PI diz “não foi culpa minha” após acusações de esconder suspensão de atleta

Comercial-PI se defende no 'Caso Edinaldo' após acusação

Escrito por

em

Foto: Academia de letras de CM / Wikimedia Commons (Public domain)

O Comercial-PI saiu correndo pra se defender nesta quinta-feira depois que o técnico do 4 de Julho, Júnior Cearense, veio duro e o acusou de má-fé no famoso “Caso Edinaldo” — e isso custou caro pro Colorado: três pontos perdidos no Campeonato Piauiense Série B.

O presidente José Neto divulgou uma nota de esclarecimento rebatendo tudo. Segundo ele, o Comercial-PI sempre agiu com “boa-fé, transparência e respeito às normas desportivas” e negou que tenha tido qualquer participação no que rolou depois que o volante saiu do clube.

O que exatamente é o “Caso Edinaldo”?

Tudo começou em 2025, quando Edinaldo ainda defendia o Comercial-PI. O meio-campista recebeu sentença do Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI) determinando cinco jogos de afastamento além de uma multa no valor de R$ 500, tudo por causa de um confronto que saiu do controle após o término da partida diante do Teresina. Ele empurrou um adversário e ainda ofendeu jogadores da equipe rival — resultado: cartão vermelho direto.

Aí vem o problema: essa punição nunca foi cumprida. Ficou em aberto quando o atleta saiu do Comercial-PI em 1º de dezembro de 2025.

Como o atleta rodou sem cumprir a suspensão?

Edinaldo passou pelo Oeirense em 2026 e entrou em campo em sete partidas sem que ninguém percebesse a pendência disciplinar. Depois acertou com o 4 de Julho e foi relacionado pra estreia da Série B contra o Caiçara.

O volante ficou apenas no banco de reservas, mas isso foi o suficiente. A Procuradoria do TJD-PI denunciou o 4 de Julho por escalação irregular. O tribunal decidiu pelo castigo do Colorado em julgamento ocorrido em 15 de setembro, anulando os três pontos conquistados contra o Caiçara e impondo uma multa de R$ 1,5 mil.

Comercial-PI bate na porta da responsabilidade

Segundo reportagem do GloboEsporte, José Neto deixou claro na nota que o clube não emprestou Edinaldo ao Oeirense — o vínculo foi definitivamente encerrado em 1º de dezembro de 2025, e ponto final.

“Após o encerramento do vínculo contratual, o atleta não mantinha qualquer relação contratual, administrativa ou desportiva com o Comercial-PI”, afirmou o presidente. Segundo ele, qualquer responsabilidade sobre o registro, inscrição e utilização do jogador passou a ser do novo clube que o contratou — no caso, o Oeirense.

Neto reforçou que cabe ao novo clube fazer as devidas verificações na Justiça Desportiva antes de escalar qualquer jogador e que o Comercial-PI “não participou” da utilização de Edinaldo pelo Oeirense em 2026.

A versão de Júnior Cearense é bem diferente

O técnico do 4 de Julho não ficou quieto. Ele acusou José Neto de conhecer a suspensão pendente de Edinaldo quando o volante ainda era do Comercial-PI e o criticou por não ter informado a situação ao atleta nem aos clubes que o receberam depois.

Cearense ainda foi além: afirmou que o caso prejudicou o 4 de Julho diretamente na disputa da Série B — afinal, a equipe perdeu três pontos que poderiam fazer diferença na classificação.

José Neto rebateu tudo, voltando a sustentar que o Comercial-PI não tinha responsabilidade sobre o jogador após o encerramento do contrato. Segundo ele, “eventual irregularidade relacionada à situação desportiva do atleta posterior ao encerramento de seu vínculo” não decorre de ato praticado pelo clube.

Quem tá certo nessa história?

Aqui vai uma provocação: será que o Comercial-PI realmente não tinha obrigação moral de informar a suspensão pendente ao atleta ou aos próximos clubes? É verdade que o vínculo foi encerrado, mas a punição não foi embora junto — e Edinaldo acabou participando de partidas que não deveria. Dá pra entender os dois lados nessa, porque tecnicamente o presidente pode estar certo segundo as regras, mas há quem questione se apenas o “tecnicamente certo” é suficiente quando a situação afeta outras agremiações.

E você, acha que José Neto tinha responsabilidade em avisar sobre a suspensão de Edinaldo, ou a culpa foi mesmo dos outros clubes que não checaram a situação antes de contratar?

Leia também

Comentários

4 respostas a “Comercial-PI diz “não foi culpa minha” após acusações de esconder suspensão de atleta”

  1. […] Comercial-PI se defende no ‘Caso Edinaldo’ após acusação […]

  2. […] Comercial-PI se defende no ‘Caso Edinaldo’ após acusação […]

  3. […] Comercial-PI se defende no ‘Caso Edinaldo’ após acusação […]

  4. […] Comercial-PI se defende no ‘Caso Edinaldo’ após acusação […]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *